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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exclarecendo as Dúvidas sobre a Dieta SGSC no Tratamento do Autismo

Muitos pais tem me perguntado sobre o tratamento Biomédico associado a uma dieta livre de glútem, caseína e lactose  que tem dado grandes resultados no tratamento do autismo e estão cheio de dúvidas sobre os alimentos permitidos, sugiro que quem puder adquira o livro da Amiga Claudia Marcelino, pois ele é completo, bem explicado e com várias receitas, então estou postando uma materia da nutricionista Andreia Torres que vai dar uma boa explicada no assunto e vocês poderão ver que que com criatividade e amor não é tão difícil de seguir!

O autismo é uma desordem ainda pouco compreendida. Geralmente o diagnóstico é feito com base em características como dificuldades de interação social, prejuízos na comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses. É uma doença diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, sendo mais freqüente em meninos. Suas causas não são conhecidas porém existe a hipótese de que proteínas como o glúten e a caseína estão envolvidas no desenvolvimento e progressão da doença.
Muitos livros e sites da internet, especialmente nos EUA recomendam que indivíduos autistas eliminem estas substâncias de suas dietas. A proteína glúten está presente em alimentos feitos com aveia, centeio, cevada e trigo. Assim bolos, tortas, biscoitos, massas e pizzas quando feitos com estas matérias primas devem ser eliminados da dieta. A caseína é a proteína do leite dos mamíferos. Uma dieta livre de caseína deverá excluir o leite e todos os seus derivados como queijo e iogurte.
Com esta dieta, pais, médicos e nutricionistas relatam melhoras significativas nos sintomas dos indivíduos autistas. Porém será que a dieta realmente ajuda?

O que se sabe até agora:
  • O glúten e a caseína contém proteínas que ao serem digeridas tranformam-se em compostos opiáceos com poder de gerar uma certa dependência. Estes compostos são as gluteomorfinas e caseomorfinas.
  • Alguns indivíduos autistas (20%) apresentam sintomas gastrintestinais como diarréias frequentes. O intestino destes indivíduos também costuma ser mais permeável causando uma absorção dos compostos opiáceos. Quando os indivíduos apresentam esta absorção exagerada a quantidade de compostos opiáceos na urina é bastante aumentada.
  • Tais compostos atingem o cérebro causando estados mentais compatíveis com intoxicação por drogas opiácias, como a morfina, a codeína e a heroína. Estudos mostram que camundongos que receberam doses elevadas de caseomorfinas tiveram áreas do cérebro alteradas. Porém não tenho conhecimento de nenhum estudo que comprove que caseomorfinas e gluteomorfinas possam causar sintomas do autismo em seres humanos.
  • Mesmo assim, alguns estudos mostram que quando a caseína e o glúten são removidos da dieta os indivíduos não mais sentem os efeitos dos compostos opiáceos e seu comportamento melhora significativamente. Outros estudos não mostram nenhuma relação entre dieta e autismo.
  • Pesquisas controladas estão sendo realizadas no momento e devem estar disponíveis até o próximo ano.
Testando a dieta:
O instituto de pesquisa sobre autismo, estabeleceu um tratamento que inclui a dieta livre em glúten e caseína ara indivíduos autistas. De acordo com o instituto todo indivíduo autista deve testar a mesma por pelo menos três meses. Porém consulte um nutricionista pois a retirada de alguns alimentos deve ser feita em substituição a outras para que a criança não desenvolva nenhuma deficiência nutricional. Geralmente o processo se inicia com a remoção de um alimento por vez para que se saiba qual estava causando mais problemas. Por exemplo, como primeiro passo o leite de vaca pode ser substituído por leite de soja ou suco fortificado com cálcio. Um mês após a eliminação do leite e de seus derivados inicia-se a eliminação do glúten. A dieta exige bastante paciência e colaboração de familiares e professores já que todos os ingredientes de alimentos industrializados devem ser lidos afim de detectar a possível adição de caseinatos, lactose, aveia, trigo, farinha de trigo, farelo de trigo etc. Nossa legislação ainda obriga as indústrias a incluir nos rótulos as frases: “contém glúten” ou “não contém glúten”.
Procure por lojas que vendam alimentos livres de glúten e caseína e também por receitas para que a dieta não fique muito monótona. Para receitas sem glúten: http://www.acelbra-rs.org.br/receitas.asp
Alimentos permitidos incluem arroz, quinoa, batatas, farinha de milho, soja, frutas, vegetais, feijão, tapioca, carnes, peixes e ovos.
http://www.dkimages.com/discover/previews/835/40009742.JPG
Resolvendo dois problemas comuns:
- “Leite e pão são os alimentos que meu filho mais aceita. O que fazer? Se eu retirá-los ele pode emagrecer.” Caso seu filho seja uma das crianças que apresenta grande absorção de compostos provenientes do glúten e da caseína é importante que se teste a dieta. Após um primeiro período de insatisfação seu filho se tornará mais confortável com outros alimentos. Faça pães, bolos e outros alimentos que não levem leite e trigo. Lista de alimentos sem glúten: http://www.acelbra.org.br/2004/alimentos.php
Você também pode ligar para o serviço de atendimento ao cliente das empresas alimentícias e solicitar uma lista dos alimentos sem glúten fabricados por eles.
- “Como eliminar o leite?” O leite de vaca é um alimento que tem uma composição adequada para o bezerro mas não para seres humanos. Seu principal ponto forte é seu conteúdo alto em cálcio. Porém o mesmo pode ser adequadamente adquirido com uma ingestão apropriada de vegetais verde-escuros e castanhas. Várias marcas de leite de soja também contém fortificação com cálcio. Caso seu nutricionista ainda considere sua ingestão insuficiente poderá prescrever um suplemento. Leia sempre os rótulos pois o leite está presente em vários alimentos industrializados, procure pelas palavras leite, leite em pó, caseína e lactose.

Abaixo o livro de Claudia Marcelino

Autismo Esperança Pela Nutrição

 http://dietasgsc.blogspot.com.br/

Meu livro: Autismo Esperança Pela Nutrição 
 

Fazer a dieta SGSC ou não fazer a dieta SGSC, eis a questão.

Hoje o assunto no blog é coisa séria! Está circulando, desde o fim do ano passado, na internet, o resultado de uma pesquisa feita pela Rochester University que concluiu que a Dieta Sem Glúten e Sem Leite não mostra cientificamente nenhum resultado efetivo no padrão de comportamento de crianças autistas. Essa pesquisa tem sido espalhada por diversos veículos internacionais e foi traduzida para o português e está circulando pelo nosso país em alguns blogs.
Ao tomarmos conhecimento do artigo e da circulação no país, conversamos sobre o assunto no grupo de discussões sobre tratamentos biomédicos para pessoas com autismo, o Autismo e Esperança e resolvemos nos posicionar em nossos espaços para que todos saibam a nossa opinião sobre esse estudo. A Cláudia Marcelino, autora do livro Autismo Esperança pela Nutrição e estudiosa da dieta, já fez a sua parte e vocês podem ler o depoimento dela aqui
A pesquisa feita nos EUA concluiu que a dieta não funciona porém há alguns pontos que devem ser revistos:
sem glutem – 4 semanas (1 mês) fazendo a dieta em uma pesquisa de 180 dias não comprova a ineficácia da dieta já que o glúten leva mais ou menos 1 ano para ser totalmente retirado do corpo. Fazendo uma analogia mais clara, seria o mesmo que tirar o cigarro de uma pessoa fumante a muitos anos e deixá-la um mês sem essa química. Feitos os exames concluiríamos que nenhuma mudança brusca aconteceria pois os resíduos tóxicos desse produto ficam no corpo por 11 anos depois que a pessoa pára de fumar.
- No relato: “Depois da dieta de lanches com glúten e caseína, os participantes do estudo não apresentaram mudanças na atenção, atividade, sono ou frequência e qualidade dos hábitos intestinais. As crianças apresentaram uma ligeira melhora na linguagem social e no interesse em interação após os lanches com glúten e caseína na escala.” podemos explicar fazendo novamente a comparação com a pessoa que era fumante: nos primeiros dias a pessoa fica irritada, triste, inquieta, ansiosa, tem diminuição da concentração, etc… e isse sintomas não passam tão rápido de forma que um mês possa ser considerado um grande tempo para avaliarmos uma pesquisa não é mesmo?
sem leiteEssa mesma reação acontece com as pessoas com autismo quando começam a alimentação na retirada do glúten e do leite. O organismo deles é viciado nessas proteínas. Se ainda não conhece o que esses vilões fazem com o organismo das pessoas com autismo clique aqui, aqui e aqui e veja a explicaçãodo de todo o estudo e funcionamento.
- Para se fazer um estudo sobre a eficácia da dieta, os cientistas deveriam, no mínimo, ter seguido algum protocolo, obedecendo o tempo necessário e as instruções para que tudo desse certo e não fazendo conforme eles pensam que daria o resultado. Como a Cláudia Macelino disse em seu post, de acordo com o Protocolo de Sunderland (protocolo que iniciou , é recomendado no mínimo de 3 meses de exclusão total de glúten e caseína (leite) para poder se fazer alguma avaliação e que após 5 meses de dieta há uma redução de apenas 25% dos peptídeos opióides na urina dos casos estudados.
Agora trazendo isso para uma realidade vivida nossa:
Lu pequenoComeçamos a dieta com o Lu aos poucos, substituindo devagar os alimentos. Os resultados foram rápidos no comportamento. Lu ficou mais calmo e mais atento. No começo da dieta pode ocorrer de a pessoa ficar agitada, agressiva, hiperativa… isso é devido a crise de abstinência dessas substâncias… a única coisa que aconteceu com o Lu foi o sono… Lu ficava cansado e dormia na escola mas ficamos tranquilos e até felizes pois sabiámos que fazia parte da limpreza e que estávamos tendo resultados. Digamos que a dieta leva 3 meses para apresentar resultados em exames mas em no nosso dia a dia percebemos o quanto esses alimentos faziam mal quando Lu escapava e comia algo “proibido”: voltavam as estereotipias, os TOC’s, a agitação. Lu melhorou tanto com a dieta que todas as terapeutas elogiaram, a professora da época na escola, os parentes e nós mesmos.
A dieta não cura uma pessoa com autismo mas com certeza ela traz qualidade de vida. Ela deixa as pessoas com autismo mais focadas e melhores preparadas para receber uma terapia. E é um tratamento natural… não é remédio, é comida! E não precisa ficar com dó de privar os filhos de comerem coisas gostosas pois existem inúmeras receitas saborosas na internet, em livros, é só pesquisar. Não vamos dizer aqui que é uma coisa super fácil de fazer mas vamos afirmar: VALE A PENA! Vale a pena ir pra cozinha, vale a pena conversar com parentes e pessoas cuidadoras sobre a importância de seguir rigorosamente a dieta e não escapulir, vale a pena enfrentar preconceitos de quem não entende os benefícios que esse tratamento proporciona.
Temos que lembrar também que muitas mães precisam tirar o açúcar e todas devem tirar os corantes (que fazem mal pra todos nós, inclusive os neurotípicos), conservantes, utilizar de preferência alimentos orgânicos e também dar preferência a alimentos feitos em casa, sem glutamato monossódico, aspartame, edulcorantes e outros produtos químicos.
suco verde, suco da luzLu, além da dieta também toma todos os dias o suco verde (ou suco da Luz) que limpa seu organismo e leva nutrientes, utiliza uma argila comestível que faz a retirada dos metais pesados que por ventura chegue ao seu corpo, não toma refrigerante de espécia alguma, usa pasta de dentes sem flúor, xampus e sabonetes sem cor e para bebês (com menos químicas) e suas refeições são preparadas em panelas de vidro e inóx
É vida saudável pra toda a família! :)
Então, fiquem com o depoimento da mamãe e do papai sobre a mudança da vida do Lu e nossa depois desse divisor de águas que é a dieta!
Depoimento de Eliana Sarkis Coelho – Mãe do Luiz JúniorPhotobucketEu adepta da dieta? Sim, hoje sou adepta da dieta sem glúten, sem corantes, sem lactose, sem caseína, sim senhores. Depois da resistência a esse convite fui colocada de lado em minha casa pois minhas filhas, que estudam o autismo, insistiam para que eu aplicasse em nosso Luiz Júnior. Eu, resistente a mudanças, logo de cara não topei. Pois o que ele comeria? Se eu tirasse o leite, o quibe sem o trigo ficaria sem graça, sendo que ele só mamava e comia o quibe e mijadra, um prato árabe (arroz com lentilhas). E o suco verde? Será que ele tomaria? Mesmo sabendo que poderia lhe trazer benefícios, trocar o certo pelo duvidoso me assustava. Meu marido então, logo topou a proposta e colocou em prática. Eu então, com medo do Luiz Júnior passar fome, a única coisa que eu podia fazer, era correr em farmácias e procurar um leite pelo menos que não tivesse lactose.
Munida de um óculos de grau fui a pesquisa e acabei encontrando o Pediasure. Este leite correspondia ao que eu procurava. Trouxe logo para casa, para garantir que meu filho não ficasse sem comer. Aí comecei a entender o que era a dieta. Não era ser radical e tirar tudo. Fui então vendo que existia muita responsabilidade naquilo que estava acontecendo. Em primeiro lugar não se tira tudo de uma vez e coloca outro no lugar de uma vez. Tudo acontece substituindo um e tirando o outro devagar até a pessoa se adaptar. ACALMEI! Vi que não há fome, é uma questão de paciência. Por que toda mãe tem medo da fome? Será que eu teria coragem de deixá-lo sem seus alimentos? Meu marido foi gradativamente tirando o trigo do quibe e aumentando as lentilhas batidas na mesma proporção, então vai-se acostumando com o novo sabor sem perceber. Poderia, Luiz Júnior, nessa mudança encontrar resistência, ficar nervoso, que é normal, pois o organismo pede o glúten, aquele que faz mal para nossos filhos, provocando dor terrível de barriga, cólicas de agachar no chão e para tomar remédio, há, também é difícil né?
Mas nada disso aconteceu de fato. O que me mostrou foi ao contrário. O Luiz Júnior ficou calmo, mais tranqüilo, as dores de barriga começaram a se espaçar, começou-se a fazer diálogo que era raro e quase não existia. As pessoas começaram a perceber a mudança no comportamento dele. Hoje a qualidade de vida dele é tão grande como a de todos que estão a sua volta. Só tenho a agradecer a Deus, as minhas filhas e ao meu marido por me colocar de escanteio. Aprendi a aceitar mudanças e sendo para o bem é só experimentar. Vi, que de um escanteio saiu o maior goool da minha vida. Somos um time vitorioso, brasileiro e com uma camisa 11 sensacional. Bom de bola, bom de papo e bom na escola. De vez em quando ele comia alguma coisa que não podia e logo era visível a sua mudança, acho que até ele aprendeu a respeitar a dieta, pois até ele se sente bem, com certeza. Você é o que você come. Para os autistas esse é um dos caminhos mais importantes. Faço e aconselho, para quem quiser ter uma vida cheia de alegrias. Pelo menos tentem, se não der certo voltem ao normal e tentem outros caminhos. Jesus os abençoem
Eliana
Depoimento de Luiz Augusto Cipriani Coelho – pai do Luiz Júnior
Photobucket Não sou muito de guardar datas, não lembro quando começamos e agradeço a Deus por termos feito. Estou falando da dieta sgsc. A mudança no Luiz Júnior foi tanta que valeu todo o esforço dispensado. Ele ficou mais calmo pois pararam suas dores de estomago fruto da limpesa que foi feita em seu organismo. Seguimos as informações da Karla e Luiza e qual não foi a surpresa quando sentimos a mudança acentuada no comportamento do Lu e a melhora em sua QUALIDADE DE VIDA. Tivemos que adaptar algumas coisa como o quibe que o Lu tanto gosta trocando o trigo por lentilha e ficou tão bom quanto o outro pois ele nem notou e vocês sabem o quanto é dificil enganar o paladar deles.
Estamos sempre tentando alguma coisa em função do bem estar do lu e para podermos criar uma nova forma de aplicar a dieta. Não estou aqui para vender alguma forma de tratamento pois não tenho patente sobre a dieta e não vou ganhar nada com isto. O que me deixa indgnado é que algumas pessoas, para valorizar seus metodos e tirar proveito deles em beneficio proprio, querem desmerecer metodos mais aquiceciveis fazendo campanha para que estes fiquem no descrédito. Minhas filhas são pessoas do bem e infomam com amor no coração. Agradeço a Deus por termos contado com elas na nossa batalha diaria pelo Lu. Tentem a dieta mas não por uma semana ou duas.O resultado pode demorar um pouco. Bem menos do que o tempo que seu filho esta sofrendo sem ele. No começo vai ser dificil como quando introduzimos o suco verde em sua dieta demorava ate 3 horas para tomar um copinho pequeno e hoje toma uma quantidade bem maior sozinho. Um dia pusemos beterraba no suco e quando levamos ele perguntou onde estava o suco verde pois aquele era vermelho. Falamos que era por causa da beterraba e ele aceitou. Não desanime pois quando isto acontecer pense que esta fazendo tudo por um pedaço de você o retono sera a sua compensação.
Dê crédito as pessoas que se deram bem com seus filhos e não foram egoístas como a pessoa que criou esta dieta e teve a nobreza de dividir conosco seus conhecimentos. Desconfie de pessoas que criticam gratuitamene as coisas sem conhecimento de causa somente para benefício próprio. Vamos tirar tudo que for de mellhor para nossos filhos, seja o método que for, pois não estamos em um concurso de quem é o melhor pois isto nos ja sabemos: são os nossos filhos, e para eles muito amor compreenção e persistencia para uma boa QUALIDADE DE VIDA.
Fiquem com Deus
 
Então, como podem ver, a dieta é muito importante para nossa família, principalmente pro Luiz Júnior. Devemos lembrar aqui e frisar bastante que toda dieta deve ser acompanhada de um médico especialista e de um nutricionista para que o corpo receba os nutrientes que precisa de forma equilibrada. Se tiver vontade de tentar, estude, pesquise, vá para a cozinha.  Agora, uma coisa é fato: ao depararmos com pesquisas, textos, artigos, anúncios, etc veiculados na televisão, no rádio, jornal e principalmente na internet onde a informação se espalha de forma rápida, temos o papel de pesquisar e saber os dois lados da moeda