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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dieta Livre de Glúten e Caseína - Depoimento

Retirado do blog: http://soumaedeautista.blogspot.com.br/2010/09/dieta-livre-de-gluten-e-caseina.html

Depoimento de: "Michella, mãe de Lucas França Rodarte. O Lucas está dentro do espectro autista. Por este motivo criei este blog com o intuito de acompanhar a evolução do meu filho, trocar informações e através de minhas experiências poder ajudar outras mães. Descobri o diagnóstico quando meu filho tinha dois anos e quatro meses. O primeiro momento foi muito difícil, muitas dúvidas, muitas angustias, muitas frustrações... Enfim, como todos que já viveram esta situação, passei pelo estágio dos "por quês". Com o tempo percebi que questionar apenas não ajudaria e resolvi ir à luta. Hoje, "ser" ou "não ser" autista não faz diferença. O que faz a diferença é o amor que sentimos. Aceitar de coração é o primeiro passo para os progressos, tenho certeza que por isso meu filho tem progredido tanto e acredito que nunca haverá limites."

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Iniciei o tratamento do meu filho com a dieta livre de glúten e caseína. No início haviam muitas dúvidas. Como iniciar? Será que realmente funciona? Como ainda não há nada comprovado cientificamente, muitas mães nem tentam... Eu acho que devemos tentar tudo. Comecei a conversar com mães que viram uma melhora enorme quando introduziram a dieta. Comecei e para o meu espanto duas semana depois, meu filho já estava dormindo a noite toda. UAU!!! Acho que funciona, então continuei. Parece que ele acordou e saiu do "transe". Está muito mais esperto e comunicativo. Compensa tentar! Segue abaixo um texto que eu recebi da pediatra do meu filho que me ajudou muito a entender e espero que ajude a vocês também.

O glúten são as proteínas (gliadina e glutenina) existentes em alguns cereais em grão como o trigo, aveia, cevada e centeio.(Ele também está presente no malte)

O que é a caseína?
 
A caseína é a proteína do leite animal (cabra,vaca, etc)
 
As proteínas são longas cadeias de pequenas unidades individuais chamadas aminoácidos. Elas são essenciais para a formação de novas células e para a reparação celular.
 
Quando comemos um alimento contendo proteínas elas serão quebradas no estômago por uma enzima chamada pepsina em unidades menores que são os polipeptídeos, as peptonas e as proteoses e depois na parte superior do intestino delgado por enzimas como tripsina, quimotripsina e outras em pequenos peptídeos e aminoácidos e depois por enzimas chamadas peptidases em aminoácidos individuais que serão então absorvidos pela circulação e irão ser usados na fabricação das nossas próprias proteínas.
 
Como você viu é um caminho trabalhoso. Se por alguma razão esta digestão for incompleta ou houver algum defeito na permeabilidade intestinal alguns peptídeos serão absorvidos pela circulação.
 
Vários estudos descobriram que da digestão da caseína deriva um peptídeo chamado casomorfina e da digestão do glúten um peptídeo chamado gluteomorfina (ou gliadomorfina) que,como os próprios nomes dizem, têm atividade opióide.
 
O que é atividade opióide?
 
Como o próprio nome diz, atividade semelhante ao ópio e seus derivados (morfina e heroína).
 
Você já deve ter ouvido falar que algumas pessoas são viciadas em exercícios intensos por causa da liberação de ENDORFINAS. Pois bem,isto quer dizer que todos nós temos o nosso sistema opióide endógeno (do próprio organismo). A razão para os animais terem um sistema opióide endógeno é muito simples:uma analgesia natural. Ela é necessária como uma questão de sobrevivência quando o animal mesmo ferido precisa continuar lutando para sobreviver ou ter forças para correr.
 
Nas células do nosso sistema nervoso temos os receptores dessas endorfinas (que são peptídeos naturais – fabricados pelo nosso próprio organismo) e é nesses receptores que se ligam as drogas opióides e aonde também se ligarão os peptídeos do glúten e da caseína se por acaso eles conseguirem entrar na circulação.
 
Os estudos sobre o papel do leite e derivados e do glúten nas desordens de comportamento e na esquizofrenia começaram na década de 60 com o Dr F.C. Dohan. Na década de 70 vários estudos clínicos confirmaram seus achados e também em autistas.
 
Na década de 80 os peptideos foram descobertos e descritos no líquido cérebro-espinhal e na urina de pacientes esquizofrenicos e autistas.
 
Na década de 90 esses estudos continuaram e pesquisadores japoneses e ingleses encontraram peptídeos opióides na urina de 70 a 80% das pessoas com autismo. A quantidade desses componentes era tal que seria impossível serem de origem endógena,então só poderiam ser derivados da dieta.
 
Atualmente grandes descobertas tem sido feitas sobre o aumento da permeabilidade intestinal nas crianças autistas o que explica a passagem dos peptídeos para a circulação. Também se verificou que as pessoas autistas têm vários defeitos enzimáticos o que prejudica a degradação completa dessas proteínas.
 
Além de toda essa pesquisa médico-científica existe o relato de centenas de pais sobre a melhora de seus filhos com a dieta. Nos EUA e na Europa existem várias associações de pais para a implementação e suporte da dieta e ela é a primeira intervenção a ser recomendada pelo protocolo de tratamento para o autismo de várias universidades e centros de tratamento e pesquisa.( Como por exemplo a Universidade de Sunderland na Inglaterra).
 
É importante ressaltar que após a retirada desses peptídeos da dieta a criança poderá apresentar uma piora temporária do comportamento, agressões e estereotipias e sintomas digestivos e de pele. Isto significa uma espécie de síndrome de abstinência que é o mesmo que ocorre com os viciados em drogas. Este é um dos fatores de abandono da dieta antes de se esperar pelos efeitos benéficos e também o motivo de algumas pessoas dizerem que tentaram a dieta mas que a criança só melhorou após a suspensão dela.
 
A caseína é eliminada em dias mas o glúten pode demorar alguns meses para ser eliminado e se não houver persistência não vai adiantar. A restrição tem que ser total e os familiares têm que esquecer aquele ditado de que "um pouquinho só não vai fazer mal".

PROTOCOLO SUNDERLAND

O Protocolo Sunderland dos doutores Paul Shattock e Paul Whyteley é um protocolo para tratamento de autismo da Universidade de Sunderland na Inglaterra que implementa a dieta GFCF em todos os seus pacientes.
 
Eles recomendam a retirada da caseína primeiro (por 3 semanas) e depois ACRESCENTAR a retirada do glúten aos poucos, por um período de 3 meses até a retirada completa.
 
Por que?
 
Os efeitos da retirada do leite podem ser rápidos e bem marcados.
 
Eles postulam que os efeitos adversos da retirada dos 2 ao mesmo tempo pode ser minimizado se retirados em separado:
"...This another reason why we prefer to separate the removal of the two elements,gluten and casein,during this protocol..."
(Esta foi outra razão pela qual preferimos separar a remoção dos 2 elementos,gluten e caseína,durante este protocolo) 
Como a eliminação urinária dos peptídeos do glúten é mais lenta e os efeitos benéficos da dieta demoram mais para aparecer eles recomendam a retirada do glúten por 3 meses.
 
PORÉM:

No mesmo texto eles relatam:"...In our trial(Whyteley 1999) there had only been 26% reduction in urinaly levels after a 5 MONTH PERIOD.
If the body is incapable of breaking these peptides...store them probably in fat tissues"
(Em nosso estudo houve redução dos níveis urinários de apenas 26% num período de 5 meses.Se o organismo é incapaz de degradar esses peptídeos, os depositarão, provavelmente, nos tecidos gordurosos).
 
E LOGO ADIANTE:
 
"...We normally expect to see changes in 3-4 weeks so we suggest that people consider removal for a period of 3 months.After this time is appropriate to review the progress.WE ARE AWARE OF A NUMBER OF CASES WHERE DRAMMATIC IMPROVEMENTS HAVE OCCURED 7-9 MONTHS AFTER IMPLEMENT THE DIET AND IN ONE CASE (REICHELT) THESE IMPROVEMENTS BECAME APPARENT AFTER TWO YEARS OF A RIGID DIETARY INTERVENTION. As previously stated, the disappearance of the peptides from gluten appear to be more gradual than with the casomorphins. Therefore,the withdrawal effects tend to be somewhat milder in severity but rather more prolonged particularly in adults.
(Normalmente nós esperamos ver as mudanças em 3-4 semanas, assim sugerimos que as pessoas considerem a remoção por um período de 3 meses.Após este tempo deve-se avaliar os progressos obtidos.NÓS SOMOS CONSCIENTES DE UM NÚMERO DE CASOS ONDE DRAMÁTICAS MELHORAS OCORRERAM APÓS 7-9 MESES DE IMPLEMENTAÇÃO DA DIETA E EM UM CASO (REICHELT) ESSAS MELHORAS SE TORNARAM APARENTES APÓS 2 ANOS DE RÍGIDA INTERVENÇÃO DIETÉTICA. Como declarado anteriormente,o desaparecimento dos peptídeos do glúten parece ser mais gradual do que os peptídeos do leite (casomorfinas). Por isso,os efeitos colaterais da retirada tendem à ser mais brandos em suavidade porém mais prolongados particularmente nos adultos.)
 
THE NORWEGIAN STUDIES HAVE BEEN GOING ON FOR THE LONGEST PERIOD OF
TIME (KVINISBERG1995)AND THEY HAVE ALWAYS PROPOSED REMOVAL OF GLUTEN AS WELL OF CASEIN.Interestingly,they observed a phenomenon we have also noted in subjects who have used this approach where the casein and gluten are removal simultaneously.there is an initial rapid withdrawal period and improvement.THIS TENDS TO BE FOLLOWED BY A PERIOD WHERE NOT MUCH HAPPENS AT ALL AND PARENTS OFTEN BEGIN TO WONDER IF THEIR INITIAL IMPROVEMENT OBSERVATIONS WERE A RESULT OF SELF-DELUSION.AFTER A FURTER PERIOD OF TIME,OTHER IMPROVEMENTS APPEAR,SOMETIMES AFTER A SECOND SET OF WITHDRAWAL SIMPTOMS."
(Vejam que os efeitos colaterais da retirada ou o período de latência podem fazer com que os pais achem que a dieta não funciona)  (OS ESTUDOS NORUEGUESES JÁ TÊM SIDO FEITOS HÁ BASTANTE TEMPO (KVINISBERG 1995) E ELES SEMPRE PROPUSERAM A REMOÇÃO DO GLÚTEN COMO DA CASEÍNA. Curiosamente eles, como nós,também observaram um fenômeno em pessoas que removeram o glúten e a caseína simultaneamente. Há um período inicial rápido de efeitos colaterais e depois melhora. ESTE PERÍODO TENDE A SER SEGUIDO POR UM OUTRO ONDE NÃO ACONTECE MUITA COISA E OS PAIS FREQUENTEMENTE COMEÇAM A SE PERGUNTAR SE AS SUAS OBSERVAÇÕES INICIAIS DE MELHORA NÃO FORAM RESULTADO DE UMA ILUSÃO. DEPOIS DE UM CERTO TEMPO OUTRAS MELHORAS APARECEM, ALGUMAS VEZES DEPOIS DE UM SEGUNDO TEMPO DE EFEITOS DE ABSTINÊNCIA)
 
Em outro documento eles dizem:"We are aware of a number of instances where parents have see significant improvements only after a much longer period of time sometimes SIX MONTHS OR EVEN A YEAR".
(Nós temos consciência de um número de instâncias onde os pais observaram significantes progressos apenas após um período de tempo muito maior,algumas vezes SEIS MESES E ATÉ UM ANO.)
 
 
Dr Karl Reichelt,diretor do Departamento de pesquisa em Pediatria e professor do Hospital Nacional Rikshospitalet em Oslo,na Noruega e que pesquisa autismo com trabalhos publicados desde 1981 diz: "In GENERAL WE RECOMMEND A DIET FREE OF GLUTEN AND CASEIN FOR AUTISTIC PATIENTS.The reason for this is a opioid peptides from gliadin are almost of the same structure as casomorphins from casein.We also recommend addition of multivitamin with trace minerals and magnesium,cod liver oil and calcium.We usually remove casein and gluten both.Opioids from these proteins are very similar....EFFECTS OF DIET IF USEFUL TENDS TO BE CUMULATIVE.MUST BE TRIED FOR 1 YEAR." 
(GERALMENTE NÓS RECOMENDAMOS UMA DIETA LIVRE DE GLÚTEN E DE CASEÍNA PARA PACIENTES AUTISTAS. A razão é que os peptídeos opioides da gliadina têm a mesma estrutura que as casomorfinas da caseína.Nós também recomendamos a adição de multivitaminas,minerais essenciais e magnésio,óleo de fígado de bacalhau e cálcio.Nós costumamos remover ambos, o glúten e a caseína. Os opióides destas proteínas são muito similares...OS EFEITOS DA DIETA TENDEM À SER CUMULATIVOS.DEVE SER TENTADA POR UM ANO.)
 
Dr Robert Cade,professor de medicina e fisiologia da Universidade da Flórida e que também tem vários trabalhos publicados refere: 95% dos pacientes com esquizofrenia e autismo têm significante polipeptidúria (presença dos peptídeos opioides na urina). 
 
O nível dos peptídeos diminuem por diálise ou por uma RÍGIDA ADERÊNCIA À UMA DIETA SEM GLÚTEN E SEM CASEÍNA".
 
Ele fez um acompanhamento da dieta por UM ANO em 70 pacientes e demonstrou uma importante melhora de todos os sintomas de autismo.
 
Dr Andrew Wakefield dir. do Centro de Gastroenterologia da Royal Free University de Londres recomendou em um artigo recente:"...modification of diet and entero-colonic microbial milieu in order to reduces toxins substances...focusing,for exemple,on the pharmacology of local OPIOID ACTIVITY IN THE GUT".
 (...MODIFICAÇÃO DA DIETA E DA FLORA MICROBIANA INTESTINAL COM OBJETIVO DE REDUZIR AS SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS...OBJETIVANDO,POR EXEMPLO, A ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DOS OPIÓIDES NO INTESTINO).
 
FATORES QUE DEVEM SER COMPREENDIDOS:
 
Muitos autistas têm condições patológicas subjacentes ao autismo como hipóxia ao nascer, paralisia cerebral,X-frágil,erros inatos do metabolismo como Fenilcetonúria e outros.
 
Não se deve confundir alergia alimentar com intolerância alimentar e ação dos peptídeos opióides da caseina e do glúten.Alergia à leite de vaca e intolerância a leite de vaca são condições distintas em medicina e apesar de muitas crianças autistas poderem apresentar múltiplas alergias isto nada tem a ver com o fator da atividade opioide dos peptídeos. O processo é mais DE NATUREZA TOXICOLÓGICA DO QUE ALÉRGICA.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exclarecendo as Dúvidas sobre a Dieta SGSC no Tratamento do Autismo

Muitos pais tem me perguntado sobre o tratamento Biomédico associado a uma dieta livre de glútem, caseína e lactose  que tem dado grandes resultados no tratamento do autismo e estão cheio de dúvidas sobre os alimentos permitidos, sugiro que quem puder adquira o livro da Amiga Claudia Marcelino, pois ele é completo, bem explicado e com várias receitas, então estou postando uma materia da nutricionista Andreia Torres que vai dar uma boa explicada no assunto e vocês poderão ver que que com criatividade e amor não é tão difícil de seguir!

O autismo é uma desordem ainda pouco compreendida. Geralmente o diagnóstico é feito com base em características como dificuldades de interação social, prejuízos na comunicação e padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses. É uma doença diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, sendo mais freqüente em meninos. Suas causas não são conhecidas porém existe a hipótese de que proteínas como o glúten e a caseína estão envolvidas no desenvolvimento e progressão da doença.
Muitos livros e sites da internet, especialmente nos EUA recomendam que indivíduos autistas eliminem estas substâncias de suas dietas. A proteína glúten está presente em alimentos feitos com aveia, centeio, cevada e trigo. Assim bolos, tortas, biscoitos, massas e pizzas quando feitos com estas matérias primas devem ser eliminados da dieta. A caseína é a proteína do leite dos mamíferos. Uma dieta livre de caseína deverá excluir o leite e todos os seus derivados como queijo e iogurte.
Com esta dieta, pais, médicos e nutricionistas relatam melhoras significativas nos sintomas dos indivíduos autistas. Porém será que a dieta realmente ajuda?

O que se sabe até agora:
  • O glúten e a caseína contém proteínas que ao serem digeridas tranformam-se em compostos opiáceos com poder de gerar uma certa dependência. Estes compostos são as gluteomorfinas e caseomorfinas.
  • Alguns indivíduos autistas (20%) apresentam sintomas gastrintestinais como diarréias frequentes. O intestino destes indivíduos também costuma ser mais permeável causando uma absorção dos compostos opiáceos. Quando os indivíduos apresentam esta absorção exagerada a quantidade de compostos opiáceos na urina é bastante aumentada.
  • Tais compostos atingem o cérebro causando estados mentais compatíveis com intoxicação por drogas opiácias, como a morfina, a codeína e a heroína. Estudos mostram que camundongos que receberam doses elevadas de caseomorfinas tiveram áreas do cérebro alteradas. Porém não tenho conhecimento de nenhum estudo que comprove que caseomorfinas e gluteomorfinas possam causar sintomas do autismo em seres humanos.
  • Mesmo assim, alguns estudos mostram que quando a caseína e o glúten são removidos da dieta os indivíduos não mais sentem os efeitos dos compostos opiáceos e seu comportamento melhora significativamente. Outros estudos não mostram nenhuma relação entre dieta e autismo.
  • Pesquisas controladas estão sendo realizadas no momento e devem estar disponíveis até o próximo ano.
Testando a dieta:
O instituto de pesquisa sobre autismo, estabeleceu um tratamento que inclui a dieta livre em glúten e caseína ara indivíduos autistas. De acordo com o instituto todo indivíduo autista deve testar a mesma por pelo menos três meses. Porém consulte um nutricionista pois a retirada de alguns alimentos deve ser feita em substituição a outras para que a criança não desenvolva nenhuma deficiência nutricional. Geralmente o processo se inicia com a remoção de um alimento por vez para que se saiba qual estava causando mais problemas. Por exemplo, como primeiro passo o leite de vaca pode ser substituído por leite de soja ou suco fortificado com cálcio. Um mês após a eliminação do leite e de seus derivados inicia-se a eliminação do glúten. A dieta exige bastante paciência e colaboração de familiares e professores já que todos os ingredientes de alimentos industrializados devem ser lidos afim de detectar a possível adição de caseinatos, lactose, aveia, trigo, farinha de trigo, farelo de trigo etc. Nossa legislação ainda obriga as indústrias a incluir nos rótulos as frases: “contém glúten” ou “não contém glúten”.
Procure por lojas que vendam alimentos livres de glúten e caseína e também por receitas para que a dieta não fique muito monótona. Para receitas sem glúten: http://www.acelbra-rs.org.br/receitas.asp
Alimentos permitidos incluem arroz, quinoa, batatas, farinha de milho, soja, frutas, vegetais, feijão, tapioca, carnes, peixes e ovos.
http://www.dkimages.com/discover/previews/835/40009742.JPG
Resolvendo dois problemas comuns:
- “Leite e pão são os alimentos que meu filho mais aceita. O que fazer? Se eu retirá-los ele pode emagrecer.” Caso seu filho seja uma das crianças que apresenta grande absorção de compostos provenientes do glúten e da caseína é importante que se teste a dieta. Após um primeiro período de insatisfação seu filho se tornará mais confortável com outros alimentos. Faça pães, bolos e outros alimentos que não levem leite e trigo. Lista de alimentos sem glúten: http://www.acelbra.org.br/2004/alimentos.php
Você também pode ligar para o serviço de atendimento ao cliente das empresas alimentícias e solicitar uma lista dos alimentos sem glúten fabricados por eles.
- “Como eliminar o leite?” O leite de vaca é um alimento que tem uma composição adequada para o bezerro mas não para seres humanos. Seu principal ponto forte é seu conteúdo alto em cálcio. Porém o mesmo pode ser adequadamente adquirido com uma ingestão apropriada de vegetais verde-escuros e castanhas. Várias marcas de leite de soja também contém fortificação com cálcio. Caso seu nutricionista ainda considere sua ingestão insuficiente poderá prescrever um suplemento. Leia sempre os rótulos pois o leite está presente em vários alimentos industrializados, procure pelas palavras leite, leite em pó, caseína e lactose.

Abaixo o livro de Claudia Marcelino

Autismo Esperança Pela Nutrição

 http://dietasgsc.blogspot.com.br/

Meu livro: Autismo Esperança Pela Nutrição 
 

Fazer a dieta SGSC ou não fazer a dieta SGSC, eis a questão.

Hoje o assunto no blog é coisa séria! Está circulando, desde o fim do ano passado, na internet, o resultado de uma pesquisa feita pela Rochester University que concluiu que a Dieta Sem Glúten e Sem Leite não mostra cientificamente nenhum resultado efetivo no padrão de comportamento de crianças autistas. Essa pesquisa tem sido espalhada por diversos veículos internacionais e foi traduzida para o português e está circulando pelo nosso país em alguns blogs.
Ao tomarmos conhecimento do artigo e da circulação no país, conversamos sobre o assunto no grupo de discussões sobre tratamentos biomédicos para pessoas com autismo, o Autismo e Esperança e resolvemos nos posicionar em nossos espaços para que todos saibam a nossa opinião sobre esse estudo. A Cláudia Marcelino, autora do livro Autismo Esperança pela Nutrição e estudiosa da dieta, já fez a sua parte e vocês podem ler o depoimento dela aqui
A pesquisa feita nos EUA concluiu que a dieta não funciona porém há alguns pontos que devem ser revistos:
sem glutem – 4 semanas (1 mês) fazendo a dieta em uma pesquisa de 180 dias não comprova a ineficácia da dieta já que o glúten leva mais ou menos 1 ano para ser totalmente retirado do corpo. Fazendo uma analogia mais clara, seria o mesmo que tirar o cigarro de uma pessoa fumante a muitos anos e deixá-la um mês sem essa química. Feitos os exames concluiríamos que nenhuma mudança brusca aconteceria pois os resíduos tóxicos desse produto ficam no corpo por 11 anos depois que a pessoa pára de fumar.
- No relato: “Depois da dieta de lanches com glúten e caseína, os participantes do estudo não apresentaram mudanças na atenção, atividade, sono ou frequência e qualidade dos hábitos intestinais. As crianças apresentaram uma ligeira melhora na linguagem social e no interesse em interação após os lanches com glúten e caseína na escala.” podemos explicar fazendo novamente a comparação com a pessoa que era fumante: nos primeiros dias a pessoa fica irritada, triste, inquieta, ansiosa, tem diminuição da concentração, etc… e isse sintomas não passam tão rápido de forma que um mês possa ser considerado um grande tempo para avaliarmos uma pesquisa não é mesmo?
sem leiteEssa mesma reação acontece com as pessoas com autismo quando começam a alimentação na retirada do glúten e do leite. O organismo deles é viciado nessas proteínas. Se ainda não conhece o que esses vilões fazem com o organismo das pessoas com autismo clique aqui, aqui e aqui e veja a explicaçãodo de todo o estudo e funcionamento.
- Para se fazer um estudo sobre a eficácia da dieta, os cientistas deveriam, no mínimo, ter seguido algum protocolo, obedecendo o tempo necessário e as instruções para que tudo desse certo e não fazendo conforme eles pensam que daria o resultado. Como a Cláudia Macelino disse em seu post, de acordo com o Protocolo de Sunderland (protocolo que iniciou , é recomendado no mínimo de 3 meses de exclusão total de glúten e caseína (leite) para poder se fazer alguma avaliação e que após 5 meses de dieta há uma redução de apenas 25% dos peptídeos opióides na urina dos casos estudados.
Agora trazendo isso para uma realidade vivida nossa:
Lu pequenoComeçamos a dieta com o Lu aos poucos, substituindo devagar os alimentos. Os resultados foram rápidos no comportamento. Lu ficou mais calmo e mais atento. No começo da dieta pode ocorrer de a pessoa ficar agitada, agressiva, hiperativa… isso é devido a crise de abstinência dessas substâncias… a única coisa que aconteceu com o Lu foi o sono… Lu ficava cansado e dormia na escola mas ficamos tranquilos e até felizes pois sabiámos que fazia parte da limpreza e que estávamos tendo resultados. Digamos que a dieta leva 3 meses para apresentar resultados em exames mas em no nosso dia a dia percebemos o quanto esses alimentos faziam mal quando Lu escapava e comia algo “proibido”: voltavam as estereotipias, os TOC’s, a agitação. Lu melhorou tanto com a dieta que todas as terapeutas elogiaram, a professora da época na escola, os parentes e nós mesmos.
A dieta não cura uma pessoa com autismo mas com certeza ela traz qualidade de vida. Ela deixa as pessoas com autismo mais focadas e melhores preparadas para receber uma terapia. E é um tratamento natural… não é remédio, é comida! E não precisa ficar com dó de privar os filhos de comerem coisas gostosas pois existem inúmeras receitas saborosas na internet, em livros, é só pesquisar. Não vamos dizer aqui que é uma coisa super fácil de fazer mas vamos afirmar: VALE A PENA! Vale a pena ir pra cozinha, vale a pena conversar com parentes e pessoas cuidadoras sobre a importância de seguir rigorosamente a dieta e não escapulir, vale a pena enfrentar preconceitos de quem não entende os benefícios que esse tratamento proporciona.
Temos que lembrar também que muitas mães precisam tirar o açúcar e todas devem tirar os corantes (que fazem mal pra todos nós, inclusive os neurotípicos), conservantes, utilizar de preferência alimentos orgânicos e também dar preferência a alimentos feitos em casa, sem glutamato monossódico, aspartame, edulcorantes e outros produtos químicos.
suco verde, suco da luzLu, além da dieta também toma todos os dias o suco verde (ou suco da Luz) que limpa seu organismo e leva nutrientes, utiliza uma argila comestível que faz a retirada dos metais pesados que por ventura chegue ao seu corpo, não toma refrigerante de espécia alguma, usa pasta de dentes sem flúor, xampus e sabonetes sem cor e para bebês (com menos químicas) e suas refeições são preparadas em panelas de vidro e inóx
É vida saudável pra toda a família! :)
Então, fiquem com o depoimento da mamãe e do papai sobre a mudança da vida do Lu e nossa depois desse divisor de águas que é a dieta!
Depoimento de Eliana Sarkis Coelho – Mãe do Luiz JúniorPhotobucketEu adepta da dieta? Sim, hoje sou adepta da dieta sem glúten, sem corantes, sem lactose, sem caseína, sim senhores. Depois da resistência a esse convite fui colocada de lado em minha casa pois minhas filhas, que estudam o autismo, insistiam para que eu aplicasse em nosso Luiz Júnior. Eu, resistente a mudanças, logo de cara não topei. Pois o que ele comeria? Se eu tirasse o leite, o quibe sem o trigo ficaria sem graça, sendo que ele só mamava e comia o quibe e mijadra, um prato árabe (arroz com lentilhas). E o suco verde? Será que ele tomaria? Mesmo sabendo que poderia lhe trazer benefícios, trocar o certo pelo duvidoso me assustava. Meu marido então, logo topou a proposta e colocou em prática. Eu então, com medo do Luiz Júnior passar fome, a única coisa que eu podia fazer, era correr em farmácias e procurar um leite pelo menos que não tivesse lactose.
Munida de um óculos de grau fui a pesquisa e acabei encontrando o Pediasure. Este leite correspondia ao que eu procurava. Trouxe logo para casa, para garantir que meu filho não ficasse sem comer. Aí comecei a entender o que era a dieta. Não era ser radical e tirar tudo. Fui então vendo que existia muita responsabilidade naquilo que estava acontecendo. Em primeiro lugar não se tira tudo de uma vez e coloca outro no lugar de uma vez. Tudo acontece substituindo um e tirando o outro devagar até a pessoa se adaptar. ACALMEI! Vi que não há fome, é uma questão de paciência. Por que toda mãe tem medo da fome? Será que eu teria coragem de deixá-lo sem seus alimentos? Meu marido foi gradativamente tirando o trigo do quibe e aumentando as lentilhas batidas na mesma proporção, então vai-se acostumando com o novo sabor sem perceber. Poderia, Luiz Júnior, nessa mudança encontrar resistência, ficar nervoso, que é normal, pois o organismo pede o glúten, aquele que faz mal para nossos filhos, provocando dor terrível de barriga, cólicas de agachar no chão e para tomar remédio, há, também é difícil né?
Mas nada disso aconteceu de fato. O que me mostrou foi ao contrário. O Luiz Júnior ficou calmo, mais tranqüilo, as dores de barriga começaram a se espaçar, começou-se a fazer diálogo que era raro e quase não existia. As pessoas começaram a perceber a mudança no comportamento dele. Hoje a qualidade de vida dele é tão grande como a de todos que estão a sua volta. Só tenho a agradecer a Deus, as minhas filhas e ao meu marido por me colocar de escanteio. Aprendi a aceitar mudanças e sendo para o bem é só experimentar. Vi, que de um escanteio saiu o maior goool da minha vida. Somos um time vitorioso, brasileiro e com uma camisa 11 sensacional. Bom de bola, bom de papo e bom na escola. De vez em quando ele comia alguma coisa que não podia e logo era visível a sua mudança, acho que até ele aprendeu a respeitar a dieta, pois até ele se sente bem, com certeza. Você é o que você come. Para os autistas esse é um dos caminhos mais importantes. Faço e aconselho, para quem quiser ter uma vida cheia de alegrias. Pelo menos tentem, se não der certo voltem ao normal e tentem outros caminhos. Jesus os abençoem
Eliana
Depoimento de Luiz Augusto Cipriani Coelho – pai do Luiz Júnior
Photobucket Não sou muito de guardar datas, não lembro quando começamos e agradeço a Deus por termos feito. Estou falando da dieta sgsc. A mudança no Luiz Júnior foi tanta que valeu todo o esforço dispensado. Ele ficou mais calmo pois pararam suas dores de estomago fruto da limpesa que foi feita em seu organismo. Seguimos as informações da Karla e Luiza e qual não foi a surpresa quando sentimos a mudança acentuada no comportamento do Lu e a melhora em sua QUALIDADE DE VIDA. Tivemos que adaptar algumas coisa como o quibe que o Lu tanto gosta trocando o trigo por lentilha e ficou tão bom quanto o outro pois ele nem notou e vocês sabem o quanto é dificil enganar o paladar deles.
Estamos sempre tentando alguma coisa em função do bem estar do lu e para podermos criar uma nova forma de aplicar a dieta. Não estou aqui para vender alguma forma de tratamento pois não tenho patente sobre a dieta e não vou ganhar nada com isto. O que me deixa indgnado é que algumas pessoas, para valorizar seus metodos e tirar proveito deles em beneficio proprio, querem desmerecer metodos mais aquiceciveis fazendo campanha para que estes fiquem no descrédito. Minhas filhas são pessoas do bem e infomam com amor no coração. Agradeço a Deus por termos contado com elas na nossa batalha diaria pelo Lu. Tentem a dieta mas não por uma semana ou duas.O resultado pode demorar um pouco. Bem menos do que o tempo que seu filho esta sofrendo sem ele. No começo vai ser dificil como quando introduzimos o suco verde em sua dieta demorava ate 3 horas para tomar um copinho pequeno e hoje toma uma quantidade bem maior sozinho. Um dia pusemos beterraba no suco e quando levamos ele perguntou onde estava o suco verde pois aquele era vermelho. Falamos que era por causa da beterraba e ele aceitou. Não desanime pois quando isto acontecer pense que esta fazendo tudo por um pedaço de você o retono sera a sua compensação.
Dê crédito as pessoas que se deram bem com seus filhos e não foram egoístas como a pessoa que criou esta dieta e teve a nobreza de dividir conosco seus conhecimentos. Desconfie de pessoas que criticam gratuitamene as coisas sem conhecimento de causa somente para benefício próprio. Vamos tirar tudo que for de mellhor para nossos filhos, seja o método que for, pois não estamos em um concurso de quem é o melhor pois isto nos ja sabemos: são os nossos filhos, e para eles muito amor compreenção e persistencia para uma boa QUALIDADE DE VIDA.
Fiquem com Deus
 
Então, como podem ver, a dieta é muito importante para nossa família, principalmente pro Luiz Júnior. Devemos lembrar aqui e frisar bastante que toda dieta deve ser acompanhada de um médico especialista e de um nutricionista para que o corpo receba os nutrientes que precisa de forma equilibrada. Se tiver vontade de tentar, estude, pesquise, vá para a cozinha.  Agora, uma coisa é fato: ao depararmos com pesquisas, textos, artigos, anúncios, etc veiculados na televisão, no rádio, jornal e principalmente na internet onde a informação se espalha de forma rápida, temos o papel de pesquisar e saber os dois lados da moeda