Mostrando postagens com marcador dieta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dieta. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Gluten Nosso de Cada Dia

O Gluten Nosso de Cada Dia
Texto: Flávio Passos

O pão é bíblico. É um símbolo de prosperidade, do próprio alimento em si e, para muitos, até de comunhão com o divino.

No entanto, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem pela incapacidade de digerir este tipo de alimento, ou ainda de qualquer tipo de alimento que seja derivado do trigo, do centeio ou da cevada, em especial pela presença de uma certa proteína altamente alergênica denominada Gluten.

A sensibilidade ao gluten é variável de acordo com cada indivíduo, e existe num amplo espectro de possibilidades e sintomas. De um lado temos os indivíduos celíacos, que são incapazes de processar sequer infinitésimas partículas de gluten que ficaram como resíduo em um utensílio que foi usado para preparar um prato com gluten. Do outro lado, temos os indivíduos que não tem qualquer tipo de problema com o gluten. E entre um e outro extremo, uma enorme quantia de indivíduos sofrendo mais ou menos com sintomas diversos de intolerância a esta substância.

O diagnóstico da intolerância ao gluten não é muito óbvio, e é relativamente comum que uma pessoa passe a vida inteira sofrendo com sintomas desagradáveis diversos sem relacionar os mesmos ao consumo dos derivados cereais que contem o gluten.

A lista de sintomas conhecidos e associados à intolerância ao gluten é grande. Vejamos alguns dos mais significativos:

- Crônica perda ou ganho de peso
- Deficiências nutricionais resultantes de má absorção (ex: deficiência de ferro)
- Problemas gastro-intestinais (inchaço abdominal, dor, gases, constipação, diarréia)
- Gordura nas fezes (devido à má digestão)
- Dores nas articulações
- Depressão
- Eczema e dermatites diversas (descamação nas mãos e dedos, por exemplo)
- Enxaqueca
- Exaustão
- Irritabilidade e mudanças comportamentais
- Infertilidade, irregularidade do ciclo menstrual, aborto espontâneo
- Câibras, coceiras e perda de sensibilidade na pele
- Crescimento reduzido (em bebês e crianças)
- Declínio na saúde dental

Como se vê, a lista é muito extensa e vai da psoríase à osteoporose, da infertilidade à obesidade. Assim sendo, fique atento: pode ser que o seu pãozinho de cada dia esteja realmente subtraindo muito de sua qualidade de vida.

 
 Um dos maiores problemas com a intolerância ao gluten é sua natureza insidiosa. Cerca de 75% das pessoas intolerantes não demonstram qualquer sintoma aparente de algo que com o tempo e o consumo frequente pode vir a se tornar uma doença auto-imune, um dano permanente no sistema nervoso e até um câncer intestinal. Algumas destas condições desenvolvem-se silenciosamente sem sintomas iniciais de fácil identificação.

A recomendação é que cada indivíduo busque o quanto antes saber se o seu corpo tolera bem ou não esta substância com o intuito de evitar sofrimento desnecessário.

Existem hoje diversos testes que auxiliam no diagnóstico desta inadequação digestiva, tais como a biópsia do intestino. Entretanto, a chance estimada de um médico tradicional relacionar um problema de saúde qualquer com intolerância ao gluten é de apenas 2% (!!). A absoluta maioria dos indivíduos realizou o simples teste do auto-diagnóstico, que trata de eliminar o gluten por um período de duas a seis semanas e observar se os sintomas recorrentes desaparecem por si.


Os bons profissionais de saúde sempre irão lhe recomendar a exclusão temporária da dieta de cada um dos quatro principais alimentos alergênicos (um de cada vez), de acordo com a lista compilada pela Mayo Clinic (USA), na ordem de maior frequência de incidentes:

1 – Gluten (em especial na forma de trigo, mas também na forma de centeio, cevada e, em casos extremos, aveia)
2 – Laticínios de vaca (especialmente os comerciais pasteurizados)
3 – Soja, especialmente os produtos que não foram pré-digeridos pela fermentação, como o misso, o tempeh, o nattô e o shoyu, estes de fácil digestão. Eliminar carne de soja, leite de soja e todo produto que seja acrescido de extrato ou farinha de soja, além de tofu e o próprio grão cozido.
4 – Ovos, especialmente os ovos de granja, provenientes de galinhas criadas com ração, antibióticos e hormônios.

Realizando em si mesmo esta importante experiência é possível identificar com mais clareza o quanto determinado alimento está afetando sua qualidade de vida… ou não.

No caso do gluten, o alimento que possui a maior concentração deste é de fato o trigo moderno. Sim, o onipresente trigo é o mais problemático de todos os cereais. Bem diferente das variedades ancestrais, como o Einkorn (o grão bíblico), o Kamut ou o Espelta, o altamente hibridizado trigo utilizado em 99% das preparações (como pães, biscoitos, massas e etc.) possui 3 elementos inadequados para a saúde humana, os quais conheceremos a seguir.

Dissecando o trigo moderno

O Einkorn, trigo original do Crescente Fértil (onde a própria agricultura teve início), foi aquele servido por Abraão aos seus convidados. O Einkorn é diferente em diversos aspectos. Seus grãos são menores e mais estreitos do que o trigo moderno. O teor de gluten chega a ser quatro vezes menor, e de um tipo diferente – é um tipo de gluten que possui 14 cromossomos, contra 28 do trigo moderno. Com o Einkorn você consegue criar um pão crocante, mas não uma massa de pizza molenga e maleável, cookies ou mesmo o pão francês.
 
O gluten, (do latin “gluten”, significa “cola”) é muito desejável para a culinária moderna pelo fato de que ele, como uma boa cola, aglutina a massa. É mesmo uma cola – misturando farinha de trigo com água você pode fechar envelopes com esta cola!

O trigo tão popular da era moderna, também conhecido por trigo-anão, é um produto de manipulação genética e hibridização, resultado de gerações e gerações de cruzamentos e seleção de sementes em busca do máximo teor de amido e gluten, os quais são os elementos essenciais da estética e textura normalmente almejados nos derivados. É um tipo de trigo resistente e de alta produtividade na colheita.

O homem que desenvolveu esta variedade em meados do século XX, o cientista norte americano Norman Borlaug, foi laureado com o Prêmio Nobel e prometeu alimentar milhões de famintos ao redor do globo. E de fato o fez, assim como nutriu em milhões a obesidade e a doença. A doença celíaca é hoje 4 vezes mais comum do que há cinquenta anos atrás, e a principal razão é a mudança de qualidade do trigo, que ocorreu justamente neste período.

A primeira diferença principal deste trigo-anão é o elevado teor de um tipo de amido concentrado chamado amilopectina A. É graças a ele que obtemos pães tão fofos. Mas é um amido tão glicêmico que bastam duas fatias de pão integral para elevar o teor de açúcar no sangue em maior medida do que o fariam duas colheres das de sopa cheias de açúcar refinado.

Perceba que não há uma diferença significativa entre a farinha de trigo integral ou refinada (a famosa farinha branca) no quesito glicemia. Em pessoas com diabetes, tanto o pão branco quanto o integral elevam a glicemia sanguínea em 70 a 120 mg/dl sobre os níveis iniciais. É notório que alimentos com alto índice glicêmico resultam em estocagem de gordura na barriga ou nos quadris, na ativação de mecanismos inflamatórios no organismo e na criação da esteatose hepática, ou degeneração gordurosa do fígado. Excesso de açúcar no sangue é o principal fator que resulta em diabetes tipo 2 e em obesidade.

Comparação de índice glicêmico

(teor de elevação de glicose sanguínea após a ingestão do alimento)
 
Uma das manobras enganosas efetivadas pela indústria dos alimentos é o ato de criar um aspecto virtuoso em produtos nos quais são adicionadas pequenas porções de trigo integral (ou mesmo apenas do farelo do trigo) em produtos altamente processados, elaborados com a temível e inflamatória gordura vegetal, com açúcar adicionado e outros elementos nocivos. Quem não conhece um pouco melhor sobre nutrição e saúde (e aqui me refiro a 95% da população, no mínimo) é levado acreditar que está ingerindo algo extremamente saudável ao comer bolachas “plastificadas”, tingidas de marrom por traços de trigo integral.

Outro fator que merece atenção em relação ao trigo-anão é a presença em sua composição de uma espécie de “super gluten”, uma variedade mais eficaz em causar inflamações em tecidos que tenham pré-disposição do que o gluten presente nos cereais não-híbridos. Em comparação com o Einkorn, o trigo moderno possui pelo menos o dobro de quantidade e variedade de moléculas de gluten.

A doença celíaca ocorre em indivíduos que tem uma predisposição genética conhecida como HLA DQ2 or DQ8, a qual ocorre em cerca de 30% da população, sendo que 99% das pessoas que sofrem com intolerância severa ao gluten e ao trigo não são diagnosticadas como tal. Estamos falando de um problema que afeta muita gente que passa a vida sofrendo com sintomas que não são atribuídos à real causa. É, sem dúvida, algo a se considerar.

Quando ingerimos repetidamente um alimento que o corpo não consegue processar adequadamente, o sistema imunológico o trata como um invasor, e luta contra ele. Quando isto ocorre de maneira repetida e frequente, o tubo intestinal fica crônicamente inflamado, o que danifica a mucosa e faz com que esta perca a camada protetora que impede que bactérias invasoras e moléculas de alimentos não digeridos penetrem na corrente sanguínea e se espalhem pelo organismo inteiro, o que conduz a uma inflamação sistêmica pelo fato de que o sistema imunológico passa a lutar contra estas “moléculas protéicas invasoras”.

A inflamação sistêmica é o início de muitas e variadas doenças, tais como doenças do coracão, demência, autismo, câncer e muitas outras. É realmente de se espantar que a medicina convencional tenha tanta resistência em realizar a associação entre alimentação e saúde.
 

O trigo moderno não contem apenas o amido concentrado e o “super gluten” – o que faz dele algo altamente engordativo e inflamatório – mas ele também contém uma droga poderosa. Sim, uma droga que vicia, aumenta o apetite e desequilibra a mente.

Quando processado pela digestão, as proteínas do trigo são convertidas em “polipeptídeos” chamados “exorfinas”. Estes são como a endorfina produzida após uma atividade física, e se ligam aos receptores de opióides existentes no cérebro, dando um “barato”. O nome deste tipo de substância do trigo é “gluteomorfina” – ou seja, um tipo de morfina.

Este tipo de substância está intimamente relacionado a causa de problemas tais como esquizofrenia e autismo, mas também a vícios comportamentais como apetite desenfreado e distúrbios alimentares diversos. Ninguém tem acessos descontrolados de vontade de comer brócolis, mas é muito comum um surto de desejo de comer cookies ou bolo.  

Resumindo, o trigo é também um viciante estimulante de apetite.

Substituindo o Gluten no Dia a Dia

 Certamente que evitar o gluten não é uma tarefa das mais simples para quem se alimenta daquilo que é considerado o comum. Em nossa cultura, muitas vezes se come o trigo em cada uma das três refeições diárias (pãozinho e torradas no desjejum, macarrão no almoço, pizza ou sopa de macarrão no jantar…), além de bolachas e biscoitos como snacks ao longo do dia.
Poucos são os que não salivam ao sentir o cheiro de um pão quentinho na padaria, ou ao pensar em sua pizza favorita…

O trigo em si, como demonstrado anteriormente, é um alimento que vicia. Para quem é habituado a se alimentar dele, deixar de comer trigo exige uma determinação que se assemelha ao deixar de fumar cigarros. Já que não é uma tarefa das mais fáceis, é importante simplificar este esforço conhecendo e disponibilizando opções para o dia a dia.

Segue uma lista de substitutos viáveis para algumas das opções mais comuns de ingestão de trigo.

- Pão Francês ou de forma (integral ou não): Experimente substituir por tapioca, mandioca, inhame ou batata doce cozidos, por banana da terra cozida ou por algum pão sem gluten de boa qualidade. Muita atenção ao escolher o seu pão sem gluten, pois a maioria é feito com ingredientes tão inadequados quanto o próprio trigo: farinha e/ou óleo de soja, óleo de milho transgênico, clara de ovo de granja… por exemplo. É possível criar bons pães sem gluten, embora estes ainda não sejam os mais comuns no mercado. Tive recentemente a oportunidade de experimentar um pão italiano sem gluten e sem ingredientes duvidosos praticamente idêntico ao convencional… ou seja, é possível.

- Crackers e bolachas (integrais ou não): Já são disponíveis no Brasil crackers de mandioca realmente deliciosos, feitos apenas com mandioca, óleo de palma (ideal para ser aquecido) e sal. O site da empresa é www.chicogeraes.com.br, e o mesmo pode ser encontrado em diversas lojas especializadas. São crocantes e leves, eliminam até mesmo a saudade dos cream crackers e semelhantes, sem qualquer traço da gordura vegetal hidrogenada que quase sempre está presente nestas bolachas. Dica: compre o pacote de “massa de lasanha”, que possui duas embalagens grandes de crackers.

- Cookies sem gluten: Existem algumas marcas que oferecem opções razoáveis, mas quase sempre possuem alto índice glicêmico e ingredientes indesejáveis. O ideal é se acostumar a deixar de gostar de alimentos doces processados, substituindo a princípio por cookies caseiros feitos de trigo sarraceno (receita mais adiante) ou aveia, num segundo momento por frutas frescas até chegar no ponto ideal de ter uma alimentação com o mínimo de doces de qualquer tipo. Uma dieta com baixo teor de açúcar, de qualquer tipo, é a mais recomendada para a maioria dos seres humanos.

- Massas diversas: Já podemos encontrar no mercado diversas opções de massas nos mais variados formatos que são elaboradas com diversos cereais. As mais adequadas são sem dúvida as elaboradas com quinoa e amaranto, ou puro trigo sarraceno. Estes são os cereais mais adequados. Num distante segundo lugar ficam as massas exclusivamente elaboradas de arroz, que embora não sejam alergênicas são pobres em nutrientes e glicêmicas demais. Num terceiro e distante lugar a massa feita de milho, muito glicêmica e quase sempre de origem transgênica. Como quase sempre é verdade em relação a tudo, as opções mais caras (massas de quinoa) são as que oferecem melhor qualidade e valor.

- Pizza: Ainda não me deparei com uma massa de pizza sem gluten pronta para comprar que transmitisse a mesma experiência agradável da pizza convencional e que não tivesse ingredientes indesejáveis. Sendo assim, incluí abaixo uma receita de massa de pizza fácil de preparar e de resultado muito interessante, com as bordas crocantes e douradas e flexível na parte central. Não muito fina, nem muito grossa, te dá a possibilidade de segurar nas mãos uma fatia e morder.

MASSA DE PIZZA SEM GLUTEN

Esta receita requer alguma dedicação e pesquisa para obter alguns dos ingredientes, mas o resultado compensa.

Ingredientes (rende 2 pizzas – multiplique as quantidades e congele se desejar): 

– 2 xícaras de polvilho doce ou azedo, ou misturados em partes iguais.
- 1 xícara de farinha de arroz.
- 1/2 xícara de farinha de arroz integral.
- 1/2 xícara de farinha de painço (você pode comprar o painço descascado e moer).
– 2 colheres das de chá de bicarbonato de sódio.
- 2 colheres de chá de goma xantana, ou CMC em pó (encontra-se em casas especializadas de produtos naturais ou empórios).
- 1 colher de chá de sal marinho
- 1 e 1/2 xícara de caldo de cana amornado
- 1 sachê de fermento biológico
- 1/4 de xícara de um bom azeite de oliva
- 1/4 de colher de chá de vinagre de maçã suave
- 1/4 de xícara de clara de ovo da roça (orgânico) batida OU alguma das duas opções de substituição de ovos em receitas (abaixo): 

Substituto de semente de linhaça para um ovo

  • Moer as sementes no liquidificador e guardá-las no freezer.
  • No preparo usar uma (1) colher de sopa de sementes de linhaça dourada moídas + Três (3) colheres de sopa de água.
  • Misturar, deixar em uma tigela pequena descansando por 1 a 2 minutos. (Torna-se muito espessa se ficar mais tempo).
Em algumas receitas abundantes em líquidos, as sementes de linhaça moídas podem ser adicionadas diretamente aos ingredientes secos.

Substituto da clara de ovo em receitas

  • Dissolver Uma (1) xícara de polvilho azedo em uma tigela com água.
  • Coloque na panela e mexa, até dar o ponto de clara de ovo.

Modo de Preparo:
1 – Unte duas fôrmas de 30cm com manteiga ou azeite, e polvilhe com polvilho (rs!). Reserve.
2 – Numa larga tigela, misture as farinhas e ingredientes secos. Dissolva o fermento biológico em uma xícara de água morna com uma pitada de açúcar. Misture o fermento aos ingredientes secos.
3 – Adicione os óleos, ovos e vinagre.
4 – Sove a massa até que esteja macia e aderente. A textura da massa não é muito firme, fica mais para massa de bolo do que de massa de pão.
5 – Utilizando uma espátula de silicone, divida a massa ao meio e despeje cada metade nas fôrmas preparadas. Espalhe a massa com mãos limpas e molhadas, criando um disco fino e de espessura bem distribuída, com bordas suavemente levantadas. Você precisará umedecer suas mãos mais de uma vez para fazer isto. Tenha calma, você será recompensado com uma adorável massa de pizza.
6 – Deixe a massa da pizza descansar e crescer em local morno por mais ou menos 15 minutos.
7 – Pré-aqueça o forno a 200 graus, e depois asse por 10 minutos até dourar.
8 – Remova do forno, desligue o forno e ligue o grill (se houver). Pincele a massa com um bom azeite, tomates cereja esmagados, sal marinho e ervas frescas. Utilize, se quiser, um bom queijo de cabra, de amêndoas, ou do que preferir. Gratine por 4 ou 5 minutos e pronto, delicie-se com sua lindíssima pizza sem trigo!

Mais Observações
Alguns afirmam que o trigo, quando germinado, perde o seu gluten e deixa de ter malefícios. Isto simplesmente não é verdade. Embora o teor de gluten seja reduzido, é em pequena proporção. Se você não tolera o trigo, germinar o mesmo não irá resolver a questão.

Isto não significa que não seja benéfico germinar os cereais diversos – uma prática que de fato facilita a digestão, elimina substâncias indesejáveis e amplifica a qualidade do alimento em geral. Mas não é suficiente para eliminar o gluten.

Outra observação importante é que embora tenham sido apresentadas algumas idéias e alternativas para substituir o trigo, mesmo estas alternativas devem ser ingeridas dentro de um equilíbrio, sem excessos.

O ideal é ter consciência de que a meta é ter uma ingestão reduzida de pães, massas e biscoitos de qualquer tipo. Seja de trigo ou de qualquer outra origem, é sempre bom estar atento para ter uma alimentação com ingestão moderada de carboidratos. Lembre-se de que nos milhares de anos que antecederam a descoberta da agricultura o organismo humano lapidou seu metabolismo ingerindo uma alimentação com muito pouco carboidrato – e até hoje é assim que o metabolismo encontra as suas condições ideais para funcionamento.

Os grandes especialistas em nutrição recomendam obter a maior parte das calorias diárias de fontes de gordura saudável, e apenas entre 30% e 20% de calorias idealmente seriam obtidas de carboidratos – variando, naturalmente, do perfil de atividade física individual. Por incrível que pareça, o exato inverso da típica pirâmide nutricional tradicional…. e um excelente tópico para ser detalhado em um outro artigo.

Desta forma, o ideal mesmo é ir cortando seus laços de dependência com uma dieta com excesso de alimentos ricos em carboidratos – açúcar, pães, bolos, biscoitos, massas, batatas…. e tudo aquilo que vira açúcar no sangue. Esta é uma das diretrizes básicas de uma alimentação realmente em harmonia com a natureza da biologia corporal. Excesso de carboidratos na dieta é razão do desenvolvimento de uma lista enorme de desequilíbrios para a saúde, justamente por não ser o combustível natural para o corpo.
Mesmo assim, sabemos que toda a mudança duradoura acontece de forma gradual. O ideal é iniciar o caminho de evolução de hábitos alimentares substituindo os alimentos por alternativas melhores, como as demonstradas acima, e, aos poucos, educando-se a gostar daquilo que faz bem. E aprender, se ainda não o fez, que é perfeitamente possível ter uma vida cheia de alegria e prazer mesmo sem o trigo… e sem os seus muitos inconvenientes!

domingo, 28 de julho de 2013

O que é a dieta “GAPS” para autistas?

 “Todas as doenças começam nos intestinos”
(Hipócrates 460-370 a.C.)

Hoje em dia problemas como autismo, síndrome do déficit de atenção, dispraxia, dislexia, problemas gerais de comportamento e aprendizado,, hiperatividade, alergias, asma, eczema, etc têm atingido níveis assustadores, epidêmicos. Mais do que isso, esses problemas aparentemente não relacionados, normalmente aparecem simultaneamente num mesmo paciente. Dificilmente uma criança sofre de apenas um desses problemas isoladamente. Sofrimento em dobro para pais, mães e principalmente para a criança.     

Crianças autistas em geral sofrem com hiperatividade e a mairia sofre de alergias gravez, asma, eczema dispraxia e dislexia.

Com tantas acontecendo num mesmo organismo, é impossível não suspeitar de que haja alguma ligação entre cada um desses problemas. Não é possível que seja apenas uma criança azarada, que concentrou nela todas as doenças possíveis.

A medicina moderna criou diversos diagnósticos separados, separou as crianças em “caixas de sintomas”. Mas as crianças de hoje em dia não se encaixam em apenas uma caixa, elas sofrem de vários sintomas ao mesmo tempo… Como explicar isso? Como curar isso?

Por que afinal todas essas condições estão relacionadas? Qual é a peça que falta para montarmos o quebra-cabeça e entender de uma vez o que acontece? Por que quando se tornam adolescentes, muitas dessas crianças se viciam em drogas? Por que tantas desta crianças, ao se tornarem adultos, são diagnosticadas com esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos e psicológicos?

O que afinal responde a todas essas perguntas?

Segundo a Dra. Natasha Campbell Mc-Bride, o fator comum entre todas essas pessoas é o péssimo estado do seu sistema digestivo. Ela conta que em sua experiência clínica ela nunca viu um paciente com algum desses problemas que também não sofria com problemas digestivos nos mais variados graus. Há sempre alguma anormalidade. Algumas vezes evidente o suficiente para que os pais notassem e comentassem, logo de cara nas consultas, mas muitas vezes pode ser algo discreto, que os pais jamais relacionam com os problemas comportamentais.

Mas afinal, o que um problema digestivo pode ter a ver com hiperatividade, autismo, síndrome do déficit de atenção, dispraxia, dislexia, etc? De acordo com a experiência clínica da Dra. Natasha, esses problemas têm “simplesmente” tudo a ver com problemas digestivos!

Após muito estudo e experiência clínica, a Dra. Natasha parou de dividir seus pacientes em “caixas de sintomas” para encaixá-los num único sintoma comum: problemas digestivos. E daí surgiu o que ela chamou de GAPS (do inglês Gut And Psychology Syndrome – Síndrome Psicológica e do Intestino), fazendo um trocadlho com a palavra “gap”, que em inglês significa lacuna, vácuo. Ela afirma que as crianças com GAPS caem no “gap”, no vácuo do conhecimento médico. Os médicos simplesmente não sabem ao certo o que fazer.

Além das “doenças de criança” – autismo, hiperatividade e outras dificuldades comportamentais, a Dra. Natasha identificou ouros problemas que se encaixam na categoria GAPS, como esquizofrenia, depressão, transtorno maníaco depressio ou transtorno bipolar, transtorno obsessivo compulsivo. O pai da psiquiatria moderna, o francês Phillipe Pinel (1745-1828) após trabalhar com pacientes com problemas mentais por muitos anos, conxluiu em 1807: “O primeiro sinal de insanidade normalmente aparece na região do estômago e intestinos”.

A Dra. Natasha, com todas essas informações em mãos, desenvolveu então uma dieta que visa corrigir todos os problemas digestivos e com isso curar, ou pelo menos amenizar enormemente – todos os problemas supracitados. Esta é a dieta “GAPS”, que ela aplica em seus pacientes, explica no livro que estou lendo agora e que tem dado excelentes resultados.

Explicado o que é a dieta GAPS, em breve pretendo falar um pouco mais sobre alguns pontos negativos das dietas usualmente apresentadas para autistas. Obviamente também pretendo comentar sobre detalhes da dieta GAPS: o que se deve consumir, o que evitar e os porquês de tudo isso.

Autismo e Síndromes Psico-intestinais:



Tradução de Claudia Marcelino em 2011 para este artigo do Dr. Mercola.
 
Estou emocionado (Dr. Mercola) de partilhar esta entrevista com você, como Dra. Natasha Campbell-McBride apresenta uma descrição verdadeiramente fascinante e elegante das condições fundamentais que contribuem para o autismo, junto com uma abordagem pragmática para ajudar a contornar e conter a epidemia de autismo, que tem sido um enigma intrigante para a maioria de nós.
 
Dra. Campbell é uma médica com pós-graduação em neurologia. Ela trabalhou como neurologista e neurocirurgiã durante vários anos antes de começar uma família. Quando seu primeiro filho foi diagnosticado com autismo na idade de três anos, ficou surpresa ao perceber que sua própria profissão não tinha respostas ...
 
Em 1984, quando ela se formou na escola de medicina, o autismo era uma desordem extremamente rara, com uma prevalência de cerca de 1 em 10.000.
 
"No momento em que me formei na escola de medicina eu nunca tinha visto um indivíduo autista", diz ela. "... Para ser honesta, o primeiro filho autista que encontrei foi o meu próprio ... Cinco anos atrás, estávamos diagnosticando uma criança em cada 150, que é quase um aumento de 40 vezes na incidência. Agora na Grã-Bretanha e em alguns países, estamos diagnosticando uma criança em 66. "
 
As taxas são semelhantes nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia também. Ela rapidamente mergulhou em pesquisas, procurando uma resposta para seu filho, e acabou fazendo outra pós-graduação em nutrição humana. Como resultado de seu trabalho, seu filho está completamente recuperado e já não é autista.
 
Embora originalmente da Rússia, onde recebeu a sua formação médica, ela se mudou para o Reino Unido cerca de 20 anos atrás, e agora tem uma clínica em Cambridge, Inglaterra, onde ela trata de crianças e adultos com autismo, dificuldades de aprendizagem, distúrbios neurológicos, transtornos psiquiátricos, distúrbios imunológicos, e problemas digestivos.
 
O tratamento precoce é a chave
 
O tratamento que ela desenvolveu é simplesmente chamado de Programa de lacunas nutricionais, e, como explica Dra. Campbell, quanto mais cedo a criança começa o tratamento, melhores serão os resultados.
 
"Quando começamos o tratamento GAPS na idade de 2, 3, 4, até 5, você dá ao seu filho uma chance real de se recuperar completamente do autismo, do TDAH, TDA, dislexia e dispraxia e de um grupo maior de crianças que não se encaixam em qualquer caixa de diagnóstico ... Estas são as crianças com as quais os médicos costumam procrastinar. Eles pedem aos pais para trazer a criança de seis em seis meses para observar a criança, a fim de apenas dar a criança um diagnóstico e um tempo muito precioso, muito valioso fica perdido dessa maneira quando a criança poderia ter sido ajudada ", diz ela.
 
Tudo começa no Intestino
 
Dr. Campbell está convencida de que as crianças autistas, na verdade nasceram com cérebros perfeitamente normais e órgãos sensoriais perfeitamente normais.
 
"O que acontece nessas crianças é que eles não desenvolvem a flora intestinal normal desde o nascimento ...", diz ela. "A flora intestinal é uma parte muito importante da nossa fisiologia humana. Recentemente pesquisas na Escandinávia tem demonstrado que 90 por cento de todas as células e todo o material genético em um corpo humano é a nossa própria flora intestinal. Nós somos apenas uma casca ... um habitat para essa massa de micróbios dentro de nós. Ignorá-los representa um grande perigo.
 
... Como resultado, seu sistema digestivo em vez de ser uma fonte de alimento para estas crianças torna-se uma importante fonte de toxicidade. Estes micróbios patogênicos dentro de seus tratos digestivos danificam a integridade da parede do intestino. Assim, ocorre todo o tipo de toxinas e inundações de micróbios na corrente sanguínea da criança, e entram no cérebro da criança. Isso geralmente acontece no segundo ano de vida em crianças que foram amamentadas porque a amamentação é uma proteção contra essa flora intestinal anormal. Em crianças que não foram amamentadas, vejo os sintomas do autismo em desenvolvimento no primeiro ano de vida.
 
Assim, a amamentação é fundamental para proteger estas crianças. "
 
Toxicidade cerebral leva a sintomas de autismo
 
As crianças usam todos os seus órgãos sensoriais para coletar informações de seu ambiente, que é então transmitido para o cérebro para processamento. Esta é uma parte fundamental da aprendizagem.
 
No entanto, em crianças com Síndromes psico-intestinais (GAPS), a toxicidade decorrente dos seus intestinos flui por todo seu corpo e em seus cérebros, travando o cérebro, impedindo-o de executar sua função normal e processar informações sensoriais ...
 
"A informação sensorial se transforma numa bagunça;. Em um ruído no cérebro da criança, e deste ruído que a criança não pode aprender, Eles não podem decifrar nada de útil", explica ela.
 
"É por isso que eles não aprendem como se comunicar. Eles não aprendem a entender a linguagem, como uso da língua, como desenvolver todos os comportamentos naturais instintivos e comportamentos de enfrentamento que crianças normais desenvolvem. O segundo ano de vida é crucial na maturação do cérebro do bebê. É quando as habilidades de comunicação se desenvolvem, comportamentos instintivos se desenvolvem, as competências sociais se desenvolvem e a habilidade de lidar com comportamentos.
 
Se o cérebro da criança está entupido com a toxicidade, a criança perde essa janela de oportunidade de aprendizagem e começa a desenvolver autismo, dependendo da mistura de toxinas, dependendo de quão grave o estado inteiro é e quão severamente anormal a flora intestinal está na criança. "
 
GAPS pode se manifestar como um conglomerado de sintomas que podem se ajustar ao diagnóstico quer de autismo ou déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno de déficit de atenção (TDA), sem hiperatividade, dislexia, dispraxia, ou transtorno obsessivo-compulsivo, apenas para citar algumas possibilidades ...
 
Como a Flora Intestinal infantil torna-se tão drasticamente alteradas?
 
Se a epidemia de autismo e outros distúrbios de aprendizagem originam no intestino, o que mudou nos últimos 25 anos para alterar a flora intestinal das crianças em um estado tão anormal?
 
Dra. Campbell explica:
 
"Tanto quanto a ciência sabe, o bebê dentro do útero da mãe durante nove meses de gestação é estéril. O Intestino do feto é estéril. O bebê adquire flora intestinal no momento do nascimento, quando o bebê passa pelo canal de parto . Então o que vive no canal de nascimento da mãe, na vagina da mãe, torna-se a flora intestinal do bebê.
 
Então, o que vive na vagina da mãe? É uma área muito rica e povoada do corpo de uma mulher. A flora vaginal vem do intestino. Então, se a mãe tem flora intestinal anormal, ela terá flora anormal em seu canal de parto. Pais não estão isentos porque os pais também têm flora intestinal que se estende para a virilha e eles compartilham a flora da sua virilha com a mãe em uma base regular.
 
... Eu sempre coleto o histórico de saúde da mãe, do pai, e de preferência até dos avós da criança. Acho que temos um crescimento e uma epidemia de aprofundamento de anormalidades na flora intestinal, que começou desde a Segunda Guerra Mundial, quando os antibióticos foram descobertos. Cada curso de antibióticos de largo espectro apaga as espécies de micróbios benéficos no intestino, o que deixa os patógenos lá descontrolados."
 
A Importância maciça de alimentos fermentados e probióticos
 
É por isso que é tão importante repopular seu intestino com alimentos fermentados e probióticos quando você está tomando um antibiótico. Se você não está comendo alimentos fermentados, você provavelmente precisará completar com um probiótico em uma base regular, especialmente se você está comendo um monte de alimentos processados.
 
"Em paralelo com micróbios benéficos no intestino saudável, os cientistas encontraram milhares de diferentes espécies de agentes patogênicos causadores de doenças;. Bactérias, vírus, fungos e outros micróbios, mas enquanto os bons predominam em seu intestino, eles controlam todos os patógenos ... Eles os mantém em pequenas colônias e não permitem que eles se proliferem.
 
Cada curso de antibióticos tende a acabar com as bactérias benéficas e isto abre uma janela de oportunidade para os patógenos proliferarem, a crescerem sem controle, e para ocuparem novos nichos em seu intestino. A flora benéfica se recupera, mas diferentes espécies demoram entre duas semanas a dois meses para se recuperarem no intestino e isso é uma janela de oportunidade para vários patógenos se proliferarem.
 
O que eu vejo nas famílias de crianças autistas é que 100 por cento das mães das crianças autistas têm flora intestinal anormal e problemas de saúde relacionados a isso. Mas então eu olho para as avós do lado materno, e eu acho que as avós também têm flora intestinal anormal, mas muito mais suave. "
 
Em essência, o que temos é uma geração crescente da flora intestinal anormal, com cada geração cada vez mais propensa a ser ainda mais prejudicada com o uso de antibióticos e vacinas, bem como eu vou discutir em um momento.
 
Mamadeiras e antibióticos pioram a situação
 
Adicionando insulto a injúria, é a diminuição significativa no aleitamento materno. Agora sabemos que os bebês amamentados desenvolvem flora intestinal completamente diferente em comparação com os bebês alimentados com mamadeira. Fórmula infantil nunca foi e nunca será um substituto saudável de leite materno, por uma série de razões; flora intestinal alterada sendo um deles.
 
Dra. Campbell descobriu que uma grande porcentagem de mães de crianças autistas foram alimentadas com mamadeira. Então, como eles receberam muitos cursos de antibióticos durante toda a sua infância, as anormalidades na flora intestinal ainda são mais aprofundadas.
 
"Desde que os antibióticos foram prescritos, em especial dos anos 50 e 60, eles foram prescritos para cada tosse e espirro. Eles realmente passaram a prescrever cada vez mais antibióticos. E a cada curso de antibióticos, as anormalidades na flora intestinal iria ficar cada vez mais fundo nestas meninas.
 
E então, com a idade de 15, 16, estas jovens foram colocadas em uma pílula anticoncepcional ... [que] tem um efeito devastador sobre a flora intestinal. Hoje em dia senhoras estão levando isso por muitos anos antes de estarem prontas para começar a sua família. "
 
Então, para recapitular, mamadeiras, juntamente com o uso excessivo de antibióticos e uso da pílula anticoncepcional definiu o cenário para a flora intestinal anormal, cada vez mais a cada geração que passa. Então, acrescenta-se a isso uma dieta de junk food, processados e consumo excessivo de alta frutose de xarope de milho e você tem uma receita para o desastre em termos de saúde intestinal.
 
É importante perceber que os alimentos processados e açúcar quase exclusivamente alimentam patógenos em seu sistema digestivo, permitindo que eles se proliferem.
 
"Muitos desses fatores modernos criaram toda uma infinidade de jovens senhoras em nosso mundo moderno que têm a flora intestinal completamente e profundamente anormal no momento em que está pronta para ter seu primeiro filho. Esta é a flora intestinal anormal que elas estão passando para seus filhos, ", explica.
 
"Então, esses bebês desenvolvem uma flora intestinal anormal desde o início e quando o bebê é amamentado o bebê está recebendo proteção porque o que está no sangue da mãe estará em seu leite. As mulheres que têm a flora intestinal anormal teriam fatores imunológicos no sangue, que elas desenvolveram contra a sua própria flora intestinal para protegê-las. Estes fatores imunes estarão em seu leite.
 
Enquanto o bebê é amamentado, apesar do fato de que o bebê adquiriu flora intestinal anormal da mãe, haverá alguma proteção. Mas assim quando o aleitamento materno cessa, pára a proteção também. Esse é o momento em que as anormalidades na flora intestinal realmente florescem e que a criança começa a deslizar para baixo em autismo ou TDAH ou DDA, ou qualquer outra dificuldade de aprendizagem ou problemas físicos, tais como diabetes tipo 1, por exemplo, e doença celíaca ou outras condições auto-imunes, ... ou eczema, asma e outros problemas físicos. Que é de onde esta epidemia vem. "
 
Mudanças são urgentes
 
Infelizmente, todos os fatores que criam uma flora intestinal anormal estão ficando cada vez mais prevalente, em todo o globo. Isto significa que a próxima geração de mulheres jovens com filhos terão flora intestinal ainda pior do que suas mães, por isso a proporção de crianças que estão nascendo GAPS predispostas a desenvolver o autismo será ainda maior!
 
"Nossas autoridades precisam entender e eles precisam estar prontos para isso", adverte Dra. Campbell.
 
O Papel das Vacinas
 
Como a Dra. Campbell explica, os bebês nascem não apenas com um intestino estéril, mas também com sistemas imunológicos imaturos. E o estabelecimento da flora intestinal normal nos primeiros 20 dias ou mais da vida desempenha um papel crucial no amadurecimento apropriado do sistema imunológico do seu bebê. Por isso, os bebês que desenvolvem flora intestinal anormal são deixados com sistemas imunológicos comprometidos.
 
"As vacinas foram desenvolvidas, originalmente, para as crianças com sistemas imunológicos perfeitamente saudáveis", diz ela. "As crianças lacunas não estão aptas para serem vacinadas com o protocolo de vacinação padrão."
 
Seu livro Gut and Psycology Syndrome (somente em inglês), contém todo um capítulo descrevendo o que os profissionais de saúde precisam fazer para melhorar a estratégia de vacinação, porque o protocolo de vacinação padrão é obrigado a bebês GAPS danificados.
"É a questão da última palha que quebra a espinha do camelo", explica ela. "Então, se a criança está danificada o suficiente, a vacina pode ser a última palha. Mas se ele não prevê que a última palha pode atingir uma criança especial, então ele vai ter a criança perto do ponto de ruptura."
 
Ela também aponta outro fator de risco de vacinas:
 
"O que nós também temos que entender é que a indústria farmacêutica não pode patentear vírus natural, bactérias naturais ou de qualquer micróbio que a natureza criou. Eles têm que modificá-las geneticamente para que possam patenteá-las", diz ela.
 
"Então, essas vacinas contêm vírus geneticamente modificados, micróbios geneticamente modificados. Nós ainda não temos dados suficientes para saber o que exatamente eles estão fazendo ao corpo humano, e o que exatamente esses genes estão fazendo para a flora intestinal dessas crianças."
 
Como identificar lacunas
 
Felizmente, é possível identificar as lacunas nas primeiras semanas de vida do seu bebê, que pode ajudá-lo a tomar decisões mais bem informadas sobre as vacinas e sobre como proceder para definir o seu filho no caminho para uma vida saudável.
 
Uma das questões chave é uma varredura metabólica de todas as crianças antes que elas sejam imunizadas e, se eles têm as características metabólicas de GAPS, eles não devem ser imunizados até que a situação seja revertida. Esta medida simples pode evitar traumas desnecessários e a tragédia de centenas de milhares de famílias. Em toda a probabilidade há crianças muito mais a serem prejudicadas pelas vacinas do que serem ajudadas neste momento. Simplesmente modificando o processo pode-se reduzir radicalmente o risco de a criança desenvolver uma doença do espectro do autismo.
 
Dr. Campbell descreve todo o processo em seu livro.
 
Em sua prática, ela começa através da recolha de uma história completa de saúde dos pais, e sua saúde intestinal é avaliada. Então, dentro dos primeiros dias de vida, as fezes da criança pode ser analisada para determinar o estado da flora de suas vísceras, seguido por um teste de urina para verificar se há metabólitos, que pode lhe dar um retrato do estado do sistema imunológico do seu filho.
 
"Agora já temos testes excelentes capazes de encontrar substâncias químicas produzidas por várias espécies de micróbios no intestino", diz ela. "... Assim, por meio da análise de urina, de forma indireta, podemos dizer que tipo de espécies de micróbios estão populando o intestino da criança, ou que tipo de produtos químicos que estão produzindo."
 
"... Se a criança tem flora intestinal anormal, podemos supor que a criança tem uma imunidade comprometida, e essas crianças não devem ser vacinadas com o protocolo de vacinação padrão porque simplesmente ficarão danificadas por ele. Eles não devem ser vacinados."
 
Os testes não-invasivos descritos em seu livro estão agora disponíveis na maioria dos laboratórios ao redor do mundo, e normalmente são executados cerca de US $ 80-100 cada um nos EUA. Isso é uma ninharia em comparação com a despesa incrível de tratamento de uma criança autista uma vez que o dano está feito.
 
"Nossas crianças estão sendo usadas como um mercado para a venda de vacinas", diz a Dra. Campbell. "As crianças são vacinadas em nosso mundo ocidental, estou com medo, não por causa de salvar a criança, mas por uma questão de fazer dinheiro ... É uma situação extremamente triste e preocupante".
 
Irmãos também estão em alto risco de Danos Vacinais
 
Outro grupo de crianças que também podem sobre-reagir à vacinação são irmãos de crianças com autismo, hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo, condições mentais, ou diabetes tipo 1.
 
"Irmãos mais novos de crianças autistas e irmãos mais novos de crianças com todas essas deficiências não devem ser vacinados com o protocolo de vacinação padrão", avisa.
"Os testes do sistema imunológico que eu estava falando pode ser repetido a cada seis meses ou a cada ano para estas crianças. Quando a criança for considerada perfeitamente saudável e o sistema imunológico se mostrar perfeitamente funcionando, só então pode ser considerado uma vacinação para essas crianças, porque nós simplesmente não podemos correr o risco. "
 
Estratégias para restaurar a saúde das crianças com autismo e GAPS
 
Dra. Campbell desenvolveu um tratamento muito eficaz para as crianças GAPS, chamado Protocolo GAPS Nutricional. Ele é descrito em detalhes em seu livro Gut and Psychology Syndrome, que é projetado para ser um livro de auto-ajuda.
 
"Provavelmente dezenas de milhares de pessoas agora, em todo o mundo, estão salvando seus filhos com este programa", diz ela. "... A maioria destas pessoas apenas compraram o livro, o leram, seguiram o programa, e tem resultados fantásticos."
 
Em resumo, o protocolo consiste em três elementos:
 
1. Dieta - A dieta GAPS consiste em alimentos facilmente digeríveis que são densos em nutrição, incluindo alimentos fermentados.
 
Segundo o Dr. Campbell: "Em média, as pessoas aderem à dieta por dois anos necessários para expulsar a flora patogênica, para restabelecer a flora normal no intestino, para curar e selar o revestimento do intestino danificado nessas pessoas e ver o intestino voltar a ser uma importante fonte de alimento para a pessoa ao invés de ser uma fonte de toxicidade ".
2. Suplementos nutricionais, incluindo: probióticos e vitaminas D e A, na forma de óleo de fígado de bacalhau, embora a exposição ao sol também é uma parte importante para os pacientes GAPS, para produção de vitamina D adequada.
 
3. Desintoxicação - O protocolo nutricional GAPS naturalmente limpa mais toxinas. Dra. Campbell não usa qualquer tipo de drogas ou produtos químicos para eliminar toxinas, pois eles podem ser muito drásticos para alguns e podem produzir efeitos colaterais prejudiciais. Em vez disso, ela recomenda sucos como uma forma suave, mas eficaz de remoção de tóxicos crescentes, bem como banhos com sal de Epsom, sal do mar, algas em pó, vinagre de maçã, e bicarbonato de sódio.
 
Eu sempre achei que a melhor estratégia de saúde é a prevenção, e tenho certeza que muitos concordam. Uma onça de prevenção vale um quilo de cura.
 
Agora que nós identificamos uma forma de ajudar a prevenir o autismo e danos neurológicos e físicos relacionados de se manifestar, devemos informar e prestar muita atenção à sua saúde intestinal bem antes de planejar sua gravidez, e tomar as precauções simples e relativamente baratas descritas pela Dra. Campbell, que podem reduzir significativamente as chances de seu filho ser prejudicado.
 
A avalanche de autismo deve ser controlada e rapidamente! E por enquanto o peso recai sobre você, o pai, para assumir o controle de sua saúde e a de seu filho, e armar-se com informações que podem alterar as ramificações da vida.
 
Você também pode encontrar mais informações no site da Dra. Campbell: www.GAPS.me, e no seu blog em www.doctor-natasha.com.