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domingo, 28 de julho de 2013

O que é a dieta “GAPS” para autistas?

 “Todas as doenças começam nos intestinos”
(Hipócrates 460-370 a.C.)

Hoje em dia problemas como autismo, síndrome do déficit de atenção, dispraxia, dislexia, problemas gerais de comportamento e aprendizado,, hiperatividade, alergias, asma, eczema, etc têm atingido níveis assustadores, epidêmicos. Mais do que isso, esses problemas aparentemente não relacionados, normalmente aparecem simultaneamente num mesmo paciente. Dificilmente uma criança sofre de apenas um desses problemas isoladamente. Sofrimento em dobro para pais, mães e principalmente para a criança.     

Crianças autistas em geral sofrem com hiperatividade e a mairia sofre de alergias gravez, asma, eczema dispraxia e dislexia.

Com tantas acontecendo num mesmo organismo, é impossível não suspeitar de que haja alguma ligação entre cada um desses problemas. Não é possível que seja apenas uma criança azarada, que concentrou nela todas as doenças possíveis.

A medicina moderna criou diversos diagnósticos separados, separou as crianças em “caixas de sintomas”. Mas as crianças de hoje em dia não se encaixam em apenas uma caixa, elas sofrem de vários sintomas ao mesmo tempo… Como explicar isso? Como curar isso?

Por que afinal todas essas condições estão relacionadas? Qual é a peça que falta para montarmos o quebra-cabeça e entender de uma vez o que acontece? Por que quando se tornam adolescentes, muitas dessas crianças se viciam em drogas? Por que tantas desta crianças, ao se tornarem adultos, são diagnosticadas com esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos e psicológicos?

O que afinal responde a todas essas perguntas?

Segundo a Dra. Natasha Campbell Mc-Bride, o fator comum entre todas essas pessoas é o péssimo estado do seu sistema digestivo. Ela conta que em sua experiência clínica ela nunca viu um paciente com algum desses problemas que também não sofria com problemas digestivos nos mais variados graus. Há sempre alguma anormalidade. Algumas vezes evidente o suficiente para que os pais notassem e comentassem, logo de cara nas consultas, mas muitas vezes pode ser algo discreto, que os pais jamais relacionam com os problemas comportamentais.

Mas afinal, o que um problema digestivo pode ter a ver com hiperatividade, autismo, síndrome do déficit de atenção, dispraxia, dislexia, etc? De acordo com a experiência clínica da Dra. Natasha, esses problemas têm “simplesmente” tudo a ver com problemas digestivos!

Após muito estudo e experiência clínica, a Dra. Natasha parou de dividir seus pacientes em “caixas de sintomas” para encaixá-los num único sintoma comum: problemas digestivos. E daí surgiu o que ela chamou de GAPS (do inglês Gut And Psychology Syndrome – Síndrome Psicológica e do Intestino), fazendo um trocadlho com a palavra “gap”, que em inglês significa lacuna, vácuo. Ela afirma que as crianças com GAPS caem no “gap”, no vácuo do conhecimento médico. Os médicos simplesmente não sabem ao certo o que fazer.

Além das “doenças de criança” – autismo, hiperatividade e outras dificuldades comportamentais, a Dra. Natasha identificou ouros problemas que se encaixam na categoria GAPS, como esquizofrenia, depressão, transtorno maníaco depressio ou transtorno bipolar, transtorno obsessivo compulsivo. O pai da psiquiatria moderna, o francês Phillipe Pinel (1745-1828) após trabalhar com pacientes com problemas mentais por muitos anos, conxluiu em 1807: “O primeiro sinal de insanidade normalmente aparece na região do estômago e intestinos”.

A Dra. Natasha, com todas essas informações em mãos, desenvolveu então uma dieta que visa corrigir todos os problemas digestivos e com isso curar, ou pelo menos amenizar enormemente – todos os problemas supracitados. Esta é a dieta “GAPS”, que ela aplica em seus pacientes, explica no livro que estou lendo agora e que tem dado excelentes resultados.

Explicado o que é a dieta GAPS, em breve pretendo falar um pouco mais sobre alguns pontos negativos das dietas usualmente apresentadas para autistas. Obviamente também pretendo comentar sobre detalhes da dieta GAPS: o que se deve consumir, o que evitar e os porquês de tudo isso.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Disbiose, você já ouviu falar disso?

Disbiose é um estado no qual há maiores concentrações de bactérias patogênicas (nocivas) em detrimento de bactérias benéficas no nosso intestino, boca ou no trato gastrointestinal.
No nosso organismo há um grande número de microorganismos, dentre eles, bactérias e fungos. A  colonização destes microorganismos não se dá uniformemente ao longo do intestino, suas atividades dependem do local onde estão e de suas quantidades. A microbiota intestinal normal está em um complexo equilíbrio e nos confere um papel importante na nutrição, fisiologia e regulação do sistema imune. Algumas de suas atividades são síntese de enzimas digestivas, síntese de vitaminas do complexo B e de vitamina K, redução dos níveis de colesterol sanguíneo, detoxificação de medicamentos, proteção com síntese de células de defesa e outros.
A disbiose pode ser instalada por diversos fatores. O primeiro deles está no canal de parto. Diversos estudos mostram que crianças nascidas de parto cesáreo tem conteúdo de bactérias patogênicas maiores que crianças nascidas de parto normal. Outro fator é o aleitamento materno que confere melhores características para proliferação de bactérias benéficas. Outros fatores como alimentação rica em carboidratos simples (açúcares, doces, farinhas brancas, sorvetes e etc), pobre em fibras, verduras e legumes , rica em gorduras saturadas e trans, consumo de medicamentos como antibióticos também favorecem o estado de disbiose. Sabe-se também que esta alimentação favorece o aparecimento de candidíase. Outro fator a ser destacado é o estado imunológico. Pessoas estressadas e imunodeprimidas têm maiores chances de uma colonização de bactérias patogênicas.
Consequências da disbiose: as bactérias patogênicas produzem diversos fatores que contribuem para o aparecimento de câncer. Estudos mostram que esta exposição de disbiose ao longo da vida reflete em um aparecimeto de câncer de 30 a 60 anos depois. Outro fato importante é o aumento da permeabilidade seletiva do intestino. Com o aumento da permeabilidade intestinal há o aumento da absorção de moléculas e proteínas que não deveriam ser absorvidas. Esta absorção ininterrupta leva a uma sobrecarga no fígado que tenta eliminá-las através da detoxificação e sobrecarga do sistema imunológico que realiza a síntese de células de defesa que viajam na circulação sanguínea e se depositam em vários órgãos. Este depósito de imunocomplexos leva a inúmeras alterações e ao aparecimento de doenças como dislipidemias (diminuição do HDL, aumento do colesterol e LDL), gastrite, depressão, fibromialgia, obesidade, estresse, candidíase crônica e outras dependendo do órgão choque.
O que você pode fazer para melhorar: consumir prebióticos que são alimentos para as bactérias benéficas. Dentre eles estão a cebola, o alho, tomate, aspargos, alcachofra, banana, sementes e talos de raízes. Diminuir o consumo de doces em geral, açúcares, farinhas brancas, medicamentos de uso indiscriminado, álcool, cigarro. Beber bastante água e praticar atividade física.
Lembrem-se: as informações aqui passadas não são individualizadas e para serem aplicadas com sucesso, deve-se procurar um nutricionista.

“Um alimento que faz bem a alguém, não quer dizer que fará bem ao outro.”

Fonte:  ANutricionista.Com - Ana Paula Fidélis - CRN9 6192 - Nutricionista em Belo Horizonte.


Referências Bibliográficas:
Pascoal Valéria, Naves Andréia, Fonseca Ana Beatriz. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. 1a edição. São Paulo. 2007.