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quarta-feira, 17 de julho de 2013

O desequilíbrio do ecosistema intestinal.


Ainda que desconhecido pelo grande público, o desequilíbrio do ecosistema intestinal ou disbiose intestinal atinge hoje em dia 85 à 90% da população !
A integridade anatômica e funcional desse complexo filtro de superfície de aproximadamente 200 m² que são os intestinos, é mantida principalmente graças ao equilíbrio de sua flora microbiana (1 a 1,5 kilo de bactérias !).
A constipação, as diarréias crônicas, as fermentações intestinais são sintomas bastante comuns.
No entanto, a mal absorção e a hiper permeabilidade intestinal desencadeadas pela disbiose nem sempre provocam sintomas abdominais. Razão pela qual esta tão importante desordem, muitas vezes, passa despercebida ou é minimizada.
Portanto o intestino é o ponto de partida para inumeráveis desordens metabólicas, alergias, baixa imunidade, desordens cognitivas e psicológicas, doenças crônicas e degenerativas.
“Todas as doenças começam nos intestinos” Hipócrates      460 a 370 a.c
Por analogia, podemos considerar nossos intestinos como sendo nossas raízes envolvidas por sua camada microbiana, selecionando, transformando e sintetizando os elementos nutritivos necessários ao nosso organismo.
Eles são igualmente considerados como sendo um segundo cérebro pois, eles abrigam mais de 100 milhões de neurônios, funcionando de maneira autônoma...


Quando a disbiose intestinal torna-se crônica, a mucosa sofre modificações, e micróbios indesejáveis encontram terreno favorável para seu desenvolvimento e multiplicação.

Lactobacilos
Nossos intestinos são filtros que devido aos maus tratos a que estão expostos, perdem sua seletividade e deixam passar elementos que são nocivos para o organismo. É esta situação que denominamos  « síndrome de hiper permeabilidade intestinal ».
Quatro grandes perturbações decorrem da disbiose intestinal :
  1. De natureza imunitária, as alergias. As defesas naturais do organismo dependem do estado das mucosas (SRE).
  2. De natureza nutricional, a má absorção intestinal e suas conseqüências nutricionais: Carência de omega 3, magnésio, cálcio, etc, etc.
  3. De natureza metabólica, o « estresse hepático » e suas consequências sobre a qualidade da bílis, da digestão, da circulação sanguínea (hemorróidas), os fenômenos oxidativos, a gestão das emoções, etc.
  4. De natureza neurológica, pois os principais neuromediadores são sintetizados e estocados nas paredes intestinais. Nos casos de perturbações das funções cognitivas e doenças mentais sempre existem importantes pertubações intestinais.
    (Michael D. Gershon, diretor do departamento de Anatomia e Biologia Celular do colégio de médicos e cirugiões da Columbia University).
Uma solução eficaz e fundamentalmente naturológica :
Cada pessoa possui uma flora intestinal única, absolutamente personalizada, tanto quanto nossas impressões digitais.
A flora intestinal é composta de 400 a 1000 diferentes variedades de bactérias.
Ao invés de tentar reativar tal flora por meio de bactérias lácticas padronizadas (probióticos), demostrou-se que uma ação muito profunda e douradora é obtida alimentando-se a flora intestinal saprófita com fibras ricas em: oligofrutose, oligopolisacarídeos, inulina, chamadas de Prebióticos. Eles são verdadeiros meios nutritivos, fisiológicos e específicos para a flora intestinal, possibilitando uma rápida multiplicação e regeneração da mesma.

O restabelecimento do equilíbrio da flora intestinal é fundamental em todas as ações terapêuticas, pois ele permite recuperar funções, tais como:
-      Imunidade
-      Carências nutricionais
-      Eliminação
-      Desintoxicação do organismo
-      Energia
-      Memória, concentração
-      Diminuição das inflamações crônicas qualque seja a sua localização
Esta abordagem não tem a pretenção de trazer a solução para todos os problemas que sofre a humanidade, mas permite simplificar a sintomatologia de vossos pacientes, selecionando naturalmente o valor de cada sintoma. Isto vos permitirá avaliar de forma sintética vosso caso somente pelos sintomas que persistem !
Em outros termos, restaurar a função intestinal equivale a potencialisar sua própria abordagem, suas próprias técnicas, ganhando precisão e eficacidade, solucionando uma importante disfunção que age como um bloqueio terapêutico.

A limpesa intestinal por sua importância fisiológica, desencadeia uma ação sistêmica (holística) sobre a fisiologia humana.

A estratégia terapêutica na área de saúde, do bem estar, da prevenção, deverá quase sempre prescindir de uma ação reguladora dos intestinos, quer você seja um médico, um homeopata, um psicólogo, um naturólogo, um terapeuta, um paramédico, um acupuntor ou simplesmente uma pessoa bem informada.

O nutricionista terá uma melhora terapêutica remarcável em sua clientela, proporcionando a restauração das funções digestivas que estão sob controle do sistema nervoso entérico.

Assim um psicólogo verá a evolução de seu paciente de maneira mais dinâmica, além de proporcionar bem estar físico ao seus pacientes.

A esteticista pode ter vantagens trabalhando a beleza realmente de dentro para fora.
O estado da pele e das mucosas dependem do intestino (não há drenagem hepática sem prévia ação depurativa do intestino).

Jean-Marc Duriaux Naturólogo – Homeopata – Iridólogo

http://www.revistapersonalite.com.br/mat_inter_desequilibriointest.php 

Disbiose, você já ouviu falar disso?

Disbiose é um estado no qual há maiores concentrações de bactérias patogênicas (nocivas) em detrimento de bactérias benéficas no nosso intestino, boca ou no trato gastrointestinal.
No nosso organismo há um grande número de microorganismos, dentre eles, bactérias e fungos. A  colonização destes microorganismos não se dá uniformemente ao longo do intestino, suas atividades dependem do local onde estão e de suas quantidades. A microbiota intestinal normal está em um complexo equilíbrio e nos confere um papel importante na nutrição, fisiologia e regulação do sistema imune. Algumas de suas atividades são síntese de enzimas digestivas, síntese de vitaminas do complexo B e de vitamina K, redução dos níveis de colesterol sanguíneo, detoxificação de medicamentos, proteção com síntese de células de defesa e outros.
A disbiose pode ser instalada por diversos fatores. O primeiro deles está no canal de parto. Diversos estudos mostram que crianças nascidas de parto cesáreo tem conteúdo de bactérias patogênicas maiores que crianças nascidas de parto normal. Outro fator é o aleitamento materno que confere melhores características para proliferação de bactérias benéficas. Outros fatores como alimentação rica em carboidratos simples (açúcares, doces, farinhas brancas, sorvetes e etc), pobre em fibras, verduras e legumes , rica em gorduras saturadas e trans, consumo de medicamentos como antibióticos também favorecem o estado de disbiose. Sabe-se também que esta alimentação favorece o aparecimento de candidíase. Outro fator a ser destacado é o estado imunológico. Pessoas estressadas e imunodeprimidas têm maiores chances de uma colonização de bactérias patogênicas.
Consequências da disbiose: as bactérias patogênicas produzem diversos fatores que contribuem para o aparecimento de câncer. Estudos mostram que esta exposição de disbiose ao longo da vida reflete em um aparecimeto de câncer de 30 a 60 anos depois. Outro fato importante é o aumento da permeabilidade seletiva do intestino. Com o aumento da permeabilidade intestinal há o aumento da absorção de moléculas e proteínas que não deveriam ser absorvidas. Esta absorção ininterrupta leva a uma sobrecarga no fígado que tenta eliminá-las através da detoxificação e sobrecarga do sistema imunológico que realiza a síntese de células de defesa que viajam na circulação sanguínea e se depositam em vários órgãos. Este depósito de imunocomplexos leva a inúmeras alterações e ao aparecimento de doenças como dislipidemias (diminuição do HDL, aumento do colesterol e LDL), gastrite, depressão, fibromialgia, obesidade, estresse, candidíase crônica e outras dependendo do órgão choque.
O que você pode fazer para melhorar: consumir prebióticos que são alimentos para as bactérias benéficas. Dentre eles estão a cebola, o alho, tomate, aspargos, alcachofra, banana, sementes e talos de raízes. Diminuir o consumo de doces em geral, açúcares, farinhas brancas, medicamentos de uso indiscriminado, álcool, cigarro. Beber bastante água e praticar atividade física.
Lembrem-se: as informações aqui passadas não são individualizadas e para serem aplicadas com sucesso, deve-se procurar um nutricionista.

“Um alimento que faz bem a alguém, não quer dizer que fará bem ao outro.”

Fonte:  ANutricionista.Com - Ana Paula Fidélis - CRN9 6192 - Nutricionista em Belo Horizonte.


Referências Bibliográficas:
Pascoal Valéria, Naves Andréia, Fonseca Ana Beatriz. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. 1a edição. São Paulo. 2007.