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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Como o glúten afeta o cérebro?

A quantidade de pessoas tanto intolerantes, quanto sensíveis ao glúten, tem aumentado cada dia mais. Alguns dos problemas associados incluem desconforto gastrointestinal, erupções cutâneas, problemas com a absorção de nutrientes, além de perda óssea.

brain-small Porém, indo mais além, podemos ter uma coisa para nos preocupar, que é o seu efeito no cérebro.
De acordo com o GHC Pesquisas recentes descobriram, que existe uma ligação muito estreita entre o cérebro e o sistema nervoso entérico (o “cérebro” do trato digestivo). Com base nisso, os pesquisadores começaram a observar o efeito do glúten na resposta imunológica e absorção de nutrientes e ver como ele afeta o cérebro e os resultados foram preocupantes.

Dor de cabeça? Talvez seja Glúten!
Um estudo recente descobriu uma ligação entre a sensibilidade ao glúten e a enxaqueca. A pesquisa indicou que aqueles que sofrem de doença celíaca e sensibilidade ao glúten, sofrem de dores de cabeça e enxaquecas mais frequentes, do que aqueles que não tem o mesmo problema.
Outro estudo foi feito com crianças que tem doença celíaca e que sofrem dores de cabeça frequentes. Elas fizeram uma dieta sem glúten por algum tempo para determinar se a dor de cabeça diminuiria, e realmente na maioria dos casos diminuiu e muito.
Claro que se o glúten só está causando dores de cabeça, considere-se com sorte, ou talvez não …

E se causar anormalidades cerebrais?
Foi feita uma pesquisa e descobriram através da ressonância magnética que muitas pessoas com sensibilidade ao glúten e celíacos, tinham anormalidades cerebrais significativas. Nos que sofrem de dores de cabeça, essa anormalidade se mostrou mais elevada.
Em alguns casos, o que acontece é uma perda de massa encefálica. Isso com certeza não é bom e pode levar a problemas mais sérios caso a pessoa continue ingerindo glúten.
Pesquisadores da John Hopkins University School of Medicine, pesquisaram o impacto da vermelhidão gastrointestinal (criado pela doença celíaca) na esquizofrenia. Eles se focaram em fatores como a ativação do sistema imune e a capacidade das toxinas e agentes patogênicos tem de entrar na corrente sanguínea e assim descobriram que fatores imunológicos como as iniciadas no intestino, sugerem um link para a doença mental.

Glúten e Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
Em alguns casos de acidente vascular cerebral isquêmico, o único fator que os médicos encontraram que contribuiu para isso, foi a doença celíaca. Os investigadores têm sugerido que o fator primário, nestes casos, pode ter sido a resposta auto-imune causada pela doença celíaca.
Tal como aconteceu com os acidentes vasculares cerebrais, a coagulação do sangue no cérebro, foi avaliado como única causa da doença celíaca. Apesar disso ter acontecido até agora, só com indivíduos com a doença celíaca, pode ser bom, pessoas com sensibilidade ao glúten ficarem atentas também.

Sem glúten e sem sintomas
Além de dores de cabeça, distúrbios cerebrais e coagulação, podem levar a um derrame.
O glúten foi diretamente ligado à convulsões epiléticas e lesões na substância branca do cérebro, indicando a Esclerose lateral Amiotrófica. Isso preocupa muito, porém a boa notícia é que ainda existe esperança.
Pesquisadores encontraram calcificações em certas áreas do cérebro e estas foram a causa das convulsões epiléticas. Em todos os casos, as convulsões pararam de vez, quando o paciente começou uma dieta livre de glúten.
O mesmo resultado ocorreu em indivíduos que sofrem de lesões no cérebro semelhantes aos observados em Esclerose lateral Amiotrófica. Após o exame do paciente, foi descoberta a doença celíaca. Uma vez que ele foi colocado em uma dieta sem glúten, a ressonância magnética mostrou uma redução nas lesões e uma melhoria global na sua condição.
Mesmo que a pesquisa sobre o impacto do glúten no cérebro seja bem recente, a mensagem é clara – o glúten tem um impacto profundo na nossa saúde mais do que se pensava anteriormente.
Com base nessa pesquisa, quem sabe ou suspeita de uma alergia ao glúten deve considerar seriamente exames para detectar se tem ou não o problema e dependendo a adoção de uma dieta livre de glúten, o seu cérebro vai agradecer. Você já notou a melhora de algum dos sintomas depois que parou de consumir alimentos com glúten? Se sim, por favor deixe um comentário e compartilhe a sua experiência com a gente.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A RELAÇÃO INTESTINO –CÉREBRO

A medicina moderna tem dividido os seres humanos em diferentes sistemas e áreas: sistema cardiovascular, sistema digestivo, sistema nervoso, etc.
De acordo come essa divisões tem sido criadas as especialidades médicas e cada uma se concentra em uma parte particular do corpo humano : cardiologia, gastroenterologia, ginecologia, neurologia, psiquiatria, etc.
Há uma razão para isso: a ciência médica tem acumulado uma quantidade enorme de conhecimento através dos anos. Nenhum médico no mundo pode conhecê-lo todo com detalhes . Assim que se especializa em uma área em particular do conheci mento, se converte em um “expert”, um especialista nesta área.
Porem desde o primeiro momento desta especialização , muitos médicos tem reconhecido a existência de um problema. Um especialista tende a prestar atenção nos órgãos que conhece melhor , e ignoram o resto do corpo. Se eles têm ouvido no meio que cada órgão do corpo existe e trabalha em contato com o resto do organismo, então sabem que o corpo vive e trabalha em conjunto , onde cada sistema , órgão , tecido e cada célula dependem um dos outros e se comunicam entre eles.
Existe uma área da medicina que é particularmente propensa a tratar o orgão como se fosse alheio ao resto do corpo. Essa área é a psiquiatria.
Os problemas mentais se examinam por todos os tipos de perspectivas: genéticas, experiências da infância e influencia psicológica. Porém examinar o sistema digestivo do paciente é o último que lhes ocorreria.
A psiquiatria moderna simplesmente não o faz, porém a história da medicina relata vários exemplos em que as enfermidades psiquiátricas severas foram curadas simplesmente com a limpeza dos intestinos dos seus pacientes.
Um professor japonês renomado chamado Kazudzo Nishi tem estimado que pelo menos um em cada 10 condições psiquiátricas são causadas por alguma intoxicação proveniente do intestino. A imensa maioria de pacientes psiquiátricos sofrem problemas digestivos, o qual é ignorado em grande medida pelos médicos.
A conexão cérebro-intestino é algo que por alguma razão, muitos médicos modernos não entendem.
Eles espalham milhões de prescrições para antidepressivos, pílulas para dormir e outros fármacos que os pacientes tem que introduzir em seu sistema digestivo com o fim de atuar em seu cérebro, mas seguem sem ver a conexão entre ambos os sistemas."

Trecho do livro GAPS - Síndrome do Intestino e Psicologia -
Dra. Natasha Campbell McBride- Mestre em Neurologia e Mestre em Nutrição (Mestre em Ciências Médicas no Reino Unido)
 
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