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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Prebióticos e probióticos

De acordo com muitas pesquisas publicadas, uma das condições básicas que possuem impacto sobre o autismo é: Inflamação do intestino e Intestino Permeável.

Trazendo uma parte do conteúdo da Aba da dieta pra cá:

“Inflamação no intestino pode ser causada por toxinas, alergia ou sensibilidade alimentar e crescimento desordenado de bactérias.

Isto pode causar dores em geral (dores de cabeça, gases, refluxo, azia, má digestão, constipação, diarréia…) que afetam o comportamento: auto-agressão, estereotipias mecânicas como situações variadas onde esteja sempre de bruços ou em posição de feto, beliscões no corpo e nos olhos, bater a cabeça, são sintomas comuns.

- Quando a digestão é pobre, o intestino muito permeável, os nutrientes dos alimentos não são adequadamente absorvidos. Isto leva a deficiência nutricional que pode afetar toda a função celular, inclusive uma baixa função cerebral.

- Opiáceos podem ser criados pela digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas de excesso de opiáceos: pensamentos conturbados e desfocados levando a falta de concentração e dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor, alteração dos sentidos com comportamentos inadequados e irritabilidade.”

Uma das maneiras de ajudar nossas crianças e adolescentes autistas é fornecer à elas alimentos prebióticos e probióticos. Vou descrever o significado dessas palavras tão importantes para o nosso corpo e depois escrever sobre os benefícios do KEFIR, o motivo pelo qual estou escrevendo esse artigo!

De acordo com a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – alimento funcional (prebióticos e probióticos) é descrito como aquele que além das funções nutricionais básicas, quando consumidos como parte da dieta usual, produzem efeitos metabólicos e/ou fisiológicos benéficos à saúde do homem.

O poder prebiótico das amêndoas
Os prebióticos são substâncias derivadas de fibras alimentares, ou seja, de carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo, possuindo desta forma uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas. As bactérias boas do nosso intestino utilizam estes prebióticos para sua multiplicação e crescimento protegendo ainda mais nosso organismo contra substâncias patogênicas. Além da manutenção da flora intestinal saudável, os prebióticos estimulam à motilidade intestinal (funcionamento intestinal adequado), melhoram a consistência das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal, e facilitam a eliminação do excesso de glicose (açúcar), colesterol e substâncias tóxicas.

Veja alguns exemplos: inulina (alho, cebola, chicória); frutooligossacarídeos-FOS (banana, mel); galactooligossacarídeos, a lactulose, a rafinose e a estaquiose. Segundo Institute of Food Reserch, potenciais efeitos prebióticos, também foram encontrados nas amêndoas.

Experimentem!
Os probióticos, diferentemente dos prebióticos, são microorganismos vivos adicionados aos alimentos. Entre os mais conhecidos estão as bactérias Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. Elas agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico (antimicrobianos e antibacterianos, respectivamente), favorecem a presença de bifidobactérias que suprimem a atividade de outras bactérias patogênicas e putrefativas, que provocam doenças e gases. Entre outras funções estão: o aumento de maneira significativa do valor nutritivo e terapêutico dos alimentos pelo aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos, o aumento da absorção de cálcio e ferro e o fortalecimento do sistema imunológico. Como pontos positivos ainda podem ser citados: auxílio na redução da pressão arterial, atividade anticarcinogênica e antimutagênica e ação na alergia alimentar e na intolerância à lactose.

Veja alguns exemplos: iogurte, leite fermentados. Para os autistas que praticam a dieta sem caseína (leite): podem encontrar alimentos fermentados em homeopatia, suplemento em pó ou capsulas, KEFIR cultivado em água (vou explicar o processo) e chucrute.

KEFIR

O elixir da vida

Para se produzir kefir é necessário conseguir primeiro os grãos de Kefir que contém uma variada flora de microorganismos benéfica ao ser humano.

Uma vez obtidos os grãos de Kefir (não se deve VENDER Kefir e sim DOAR), pode-se ter kefir em casa para sempre, basta cultiva-los ou até mesmo guarda-los em condições especiais por longos períodos quando não estiverem sendo consumidos.

O grão de Kefir é um agrupamento gelatinoso polissacarídeo que tem vários microorganismos em simbiose, e sua complexidade ainda não foi completamente decifrada pela ciência.

Basicamente o Kefir contém:
 
8 leveduras, 2 bactérias acéticas, cerca de 16 lactobacilos, cerca de 9 streptococci/lactococci, ácido fólico, ácido pantotênico, biotina(vitamina B), cálcio, carboidratos, fósforo, gordura, lactase, magnésio, niacina (vitamina B3), potássio, proteínas, pyridoxina (vitamina B6), triptofano, vários outros aminoácidos benéficos, vitamina B12, vitamina K.

O preparo do kefir (de água) é bastante simples, pois necessita, apenas, de água e açúcar do tipo mascavo. O ideal é utilizar água sem cloro (li que parar tirar o cloro da água basta fervê-la (por alguns segundos) ou batê-la no liquidificador por alguns minutos – 500ml ficam totalmente sem cloro em dois minutos). Em ambos os casos, espere a água esfriar antes de utilizar. Ao utilizarmos um açúcar orgânico verificamos um crescimento mais acelerado das colônias.

Em um frasco de vidro ou plástico coloque uma colher de grãos de kefir de água, juntamente com um copo americano de água filtrada fria e um envelope de açúcar mascavo orgânico. É importante usar uma colher plástica.

O frasco deverá ser tampado. É importante haver um furo na tampa para maior oxigenação.
No dia seguinte deve-se coar os grãos e tomar esta água. Você perceberá que os grãos se multiplicaram.

Coloque o coador em baixo de água corrente para limpar os grãos.

Repita a primeira operação, doando os grãos excedentes ou eliminando-os.

Para os autistas que não têm alergia a caseína e para as pessoas que passam por aqui e querem cultivar o Kefir em leite, ver processo aqui

O consumo do Kefir deve ser feito diariamente. É ótimo utilizá-lo após a realização de atividades físicas e pode-se acrescentar ao liquido alguns aditivos para melhorar o seu sabor como os exemplos abaixo:

Sabor morango Água com Limão
 
Kefir de Leite com morango e Kefir de Água com Limão

Embora o uso continuado do kefir proporcione inquestionáveis benefícios ao organismo, deve-se levar em conta que não se trata de nenhum milagre e, em caso de qualquer doença diagnosticada, o médico deve ser procurado e consultado quanto à conveniência de se aliar o uso do kefir ao tratamento.

É um produto facilmente digestível, e é uma boa fonte de proteína e de cálcio. O kefir pode conseqüentemente ser incluído como parte da sua dieta diária. A purificação orgânica que promove auxilia a obtenção de um eco sistema interno perfeito para a saúde e para a longevidade.

Para bebês, a sua colaboração no desenvolvimento de um aparelho digestivo saudável é vital. Kefir é rico em vitamina B12, B1 e vitamina K. É uma fonte excelente de biotina, a vitamina B que aumenta a assimilação das outras vitaminas do complexo B.Os grãos de kefir têm propriedades anti-tumorais, antibacterianas e antifúngicas. Estas propriedades abrangentes podem explicar a razão para o uso do kefir no numeroso relato de curas das doenças. O trabalho experimental realizado no Japão com cobaias mostrou que o consumo do kefir pode proteger o corpo de encontro a um desafio do câncer. Se o kefir for consumido antes da exposição ao câncer, a incidência dos animais que desenvolvem o câncer é reduzida. Se o uso se mantiver após a exposição ao câncer o crescimento e a velocidade do crescimento do câncer estão reduzidos.

O kefir tem efeito comprovado no auxílio do tratamento de:

- Distúrbios nervosos: ansiedade, insônia, síndrome de fadiga crônica;
- Alergias;
- Escleroses;
- Reumatismo e L.E.R.;
- Tumores;
- Problemas cardio-vasculares (infarto e arteriosclerose);
- Problemas de vesícula;
- Disfunções hepáticas;
- Problemas renais e icterícia;
- Doenças do estômago: gastrite, úlceras pépticas e duodenais, regulariza a digestão;
- Problemas intestinais: diarréias, intestino preguiçoso ou preso, hemorróidas. O kefir previne putrefação intestinal causada por depósito nos intestinos e contribui para depuração do organismo e restaura rapidamente a micro flora intestinal, o que é ótimo para quem se submeteu a longos tratamentos com antibióticos.O kefir de água, após 12 horas de fermentação produz efeito laxativo no intestino e o de 40 horas de fermentação prende o intestino;
- Problemas de sangue: anemia, leucemia;
- Problemas de pele: dermatites, eczemas, lupus, cândida, psoríase, herpes;
- Males do Século: irradiações, exposições a monitores de vídeo, na desintoxicação de poluentes tóxicos;
- Excesso de peso: atuando como um enzimático poderoso, acentua amplamente o anabolismo, ou seja a assimilação de nutrientes e por provocar um equilíbrio geral do organismo, provoca uma sensação agradável de saciedade, que reduz o hábido de comer por compulsão, depressão ou ansiedade.

Lá na casa do Lu todo mundo está tomando Kefir. A Dal está amando e está com a pele de bebê, toda exibida. Ela parou de ter dores nas costas. Dona Quimiko (amiga e mãe do Léo, namorado da Luiza), dona da foto do Kefir de morando, está super feliz com os resultados já que ela não pode consumir iogurtes e agora encontrou o prebiótico para uma vida saudável. Ela já distribuiu pra filha e pros netos.

O Lu está tomando no suco verde todos os dias e eu e Luiza vamos começar a tomar também. Depois de tudo isso que foi dito, ficou claro que o Kefir é bom pra todos e que não pode faltar na dieta dos autistas né?! Cultivem e espalhem esse bem pelo mundo!

ATENÇÃO: Muitos autitas têm problemas com fungos e cândidas e o consumo de açúcar é ruim. O açúcar e outros alimentos fazem com que os fungos se proliferem e causem candidíase. Obeserve bem a criança e analise seu comportamento e saúde após alguns dias de Kefir em açúcar mascavo. Se houver alguma irritação na pele, coceira, manipulação dos genitais, suspenda o uso e dê probiótico manipulado. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Prebióticos

Prebióticos - na maioria carboidratos - O termo Prebiótico foi empregado por Gibson & Roberfroid em 1995 (J. Nut.) para designar "Ingredientes nutricionais não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro estimulando seletivamente o crescimento e atividade de uma ou mais bactérias benéficas do cólon, melhorando a saúde do seu hospedeiro".

Cientistas alimentares ainda estão avaliando o Pro e Contra do uso de prebióticos na nutrição humana sob aspectos da qualidade alimentar.

A principal ação dos Prebióticos é estimular o crescimento e/ou ativar o metabolismo de algum grupo de bactérias benéficas do trato intestinal. Desta maneira, os Prebióticos agem intimamente relacionados aos Probióticos; constituem o "alimento" das bactérias probióticas.
O uso de produtos denominados Prebióticos em associação como os Probióticos apresenta ações benéficas superiores aos antibióticos promotores de crescimento, notadamente, não deixando resíduos nos produtos de origem animal e não induzindo o desenvolvimento de resistência às drogas, por serem produtos essencialmente naturais.

Características gerais dos Prebióticos:

- Não devem ser metabolizados ou absorvidos durante a sua passagem pelo trato digestivo superior;
- Devem servir como substrato a uma ou mais bactérias intestinais benéficas (estas serão estimuladas a crescer e/ou tornarem-se metabolicamente ativas);
- Possuir a capacidade de alterar a microflora intestinal de maneira favorável à saúde do hospedeiro;
- Devem induzir efeitos benéficos sistêmicos ou na luz intestinal do hospedeiro.

Substâncias Prebióticas. Alguns açúcares absorvíveis ou não, fibras, álcoois de açúcares e oligossacarídeos estão dentro deste conceito de prebióticos. Destes, os oligossacarídeos - cadeias curtas de polissacarídeos compostos de três a 10 açúcares simples ligados entre si, têm recebido mais atenção pelas inúmeras propriedades prebióticas atribuídas a eles.

Os frutoligossacarídeos são polissacarídeos que têm demonstrado excelentes efeitos prebióticos, "alimentando", seletivamente, algumas espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium e, desta maneira, reduzindo a quantidade de outras bactérias como Bacteroides, Clostridium e coliformes.

Arabinose, galactose, manose e, principalmente, lactose, são outros carboidratos utilizados como Prebiótico em aves. Lactose adicionada à ração juntamente com Probiótico, reduz a colonização por salmonelas.

Fontes de oligossacarídeos. Os Prebióticos podem ser obtidos na forma natural em sementes e raízes de alguns vegetais como chicóriacebolaalhoalcachofraaspargocevadacenteio, grãos de sojagrão-de-bico e tremoço. Também, podem ser extraídos por cozimento ou através de ação enzimática ou alcoólica. Há, também, os oligossacarídeos sintéticos obtidos através da polimerização direta de alguns dissacarídeos da parede celular de leveduras ou fermentação de polissacarídeos. Os oligossacarídeos sintéticos têm apresentado melhores resultados como Prebiótico e menos efeitos colaterais.

Como agem os Prebióticos Como já mencionado, as substâncias prebióticas agem alimentando e estimulando o crescimento de diversas bactérias intestinais benéficas, cujos metabólicos atuam também reduzindo o pH através do aumento da quantidade de ácidos orgânicos, presentes nos cecos. Por outro lado, atuam bloqueando os sítios de aderência (principalmente a D-Manose), imobilizando e reduzindo a capacidade de fixação de algumas bactérias patogênicas na mucosa intestinal. Especula-se que os oligossacarídeos possam atuar também estimulando o sistema imune, através da redução indireta da translocação intestinal por patógenos, que determinariam infecções após atingir a corrente sangüínea.


Probiótico e Prebióticos: definições e os benefícios para saúde.



por Nutricionista Glaucia Figueiredo Justo - CRN4 09100413

Atualmente muitos pacientes interessados na saúde procuram conhecer sua alimentação em busca de melhor qualidade de vida. Neste contexto não é difícil encontrar assuntos relacionados ao alimentos funcionais, principalmente os prebióticos e probióticos. Entretanto as informações são as mais diversificadas possíveis, e muitas vezes confundem o consumidor. Neste artigo me proponho a esclarecer melhor os leitores a respeito deste assunto. Entretanto devemos tomar conhecimento que os prebióticos e probióticos são alimentos funcionais, porém o que são os alimentos funcionais?

São alimentos que além de apresentarem sua função básica de nutrição (garantindo nutrientes como carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais) promovem a saúde. Esses alimentos apresentam o potencial de promover a saúde através de mecanismos não previstos, ou seja substâncias que são encontradas nestes alimentos promovem uma certa promoção da saúde. Devemos salientar que não ocorre cura da doença mas sim uma promoção de saúde.

O nosso trato gastrointestinal é colonizado por diversas bactérias que é chamado de “flora intestinal”  esses microorganismos atuam em funções fisiológicas essenciais para nosso organismo. Manter o equilíbrio desta microbióta é muito importante, porém alguns fatores podem reduzir o número de bactérias benéficas e aumentar aquelas bactérias nem tão benéficas assim. Alguns fatores que desequilibram a flora são: alimentação desequilibrada, estresses, uso de antibióticos com frequência ou outras patologias. Desta maneira alimentos que venham colaborar com a manutenção do ambiente intestinal saudável devem ser indicados como promotores da saúde.

Neste contexto entram os probióticos e prebióticos com a seguinte definição:

Probióticos: suplementos alimentares a base de microorganismos vivos, que afetam beneficamente o hospedeiro, promovendo o balanço da microflora intestinal. São microorganismos vivos administrados em quantidades adequadas que aumentam numericamente ou estimulam a proliferação das bactérias benéficas em detrimento das  bactérias potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do nosso corpo. Desta maneira alimentos que se encontra as bactérias vivas são chamados de alimentos probióticos, como por exemplo iogurtes, bebidas lácteas e leites fermentados.
Prebióticos: são componentes dos alimentos que não são digeridos que estimulam a proliferação e a seleção das bactérias benéficas no intestino. Eles podem inibir a proliferação de microorganismo patógenos dando oportunidade aos benéficos se multiplicarem com mais facilidade. As fibras são consideradas alimentos prebióticos, pois os componetes não absorvidos são substratos para as bactérias benéficas intestinais. Há outros prebióticos conhecidos atualmente como os carboidratos não digeríveis (lactulose e inulina) os quais as bactérias benéficas são capazes de fermentar.

Há também os alimentos simbióticos no qual um próbiótico e prebióticos estão combinados.
Os benefícios da ingestão de alimentos probióicos e prebióticos são diversos dos quais se destacam: aumentam a resistência da colonização por microorganismos que podem promover doenças, estimulam o sistema imunológico, modulam as funções fisiológicas intestinais, aliviam a constipação, é sugerido que reduzem o risco de aterosclerose e de câncer de cólon.  Porém o consumo excessivo podem levar a diarréia, cólica, inchaço, flatulência e distensão abdominal, devendo assim ter o cuidado e equilíbrio no consumo.
Desta maneira uma microbióta intestinal saudável e equilibrada pode trazer diversos benefícios e assegurar melhorias na qualidade de vida. Assim a orientação do nutricionista na escolha do alimento e na quantidade a ser consumida é essencial.

Fonte:  ANutricionista.Com - Glaucia Figueiredo Justo - CRN4 09100413 -Nutricionista em Vila Velha.